Ana Carolina já foi mãe de Isabella Nardoni três vezes, revela Marcia Fernandes

Ana Carolina já foi mãe de Isabella Nardoni três vezes, revela Marcia Fernandes

Ana Carolina já foi mãe de Isabella Nardoni três vezes

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Para uma análise ponderada de qualquer assunto à luz do Espiritismo, deve-se ter o cuidado de não confundir os costumes humanos com a ética divina, e todos nós já ouvimos a expressão evangélica “a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

Entre os meses de março, abril e maio de 2008, a imprensa brasileira (escrita, radiofônica e televisionada) destinou todo o seu espaço à notícia da morte da menina Isabella Nardoni, de cinco anos, jogada do 6º andar do prédio onde se achava, na Zona Norte da Capital de São Paulo, tendo como principais suspeitos o pai e a madrasta de inocente criança.

Grande massa da população, ávida de curiosidade, foi levada quase à histeria, ante as imagens repetidas, os comentários apressados de algumas autoridades e as “conclusões” de parte do povo, especialmente no desenrolar das investigações e das perícias.

Encerradas apurações, com testemunhos e provas periciais, e o indiciamento criminal do casal, a autoridade de Polícia Judiciária relatou o Inquérito Policial e, ao mesmo tempo, representou sobre a prisão preventiva dos indiciados, e esta foi decretada pelo magistrado, com isso concordando o Promotor de Justiça, que, inclusive, formalizou sua denúncia de homicídio qualificado contra o pai e a madrasta da vítima.

Aliás, numa pesquisa do Instituto Datafolha, feita entre pessoas acima de 16 anos, em São Paulo, embora elogiando o desempenho da Polícia e da Justiça no caso, os leitores e telespectadores paulistanos “acreditam que jornais (57%) e emissoras de TV (73%) foram parciais” em suas manifestações sobre o triste assassinato da criança.

Mas dois grandes jornais de São Paulo, os mesmos que noticiaram à larga o “Caso Isabella”, em seus editoriais, posteriores à decisão do juiz no encarceramento dos indiciados (agora, acusados), trouxeram os seguintes “leads”: “Prisão Abusiva”, dizendo que “a imagem e a integridade física do casal precisariam ter sido protegidas pela polícia”, cujas “autoridades estavam obrigadas a frustrar a expectativa da mídia…”;

Por isso, ninguém vive uma só existência física, porque o corpo é apenas um instrumento – ora como homem, ora como mulher, ora como pai, ora como mãe, ora como filho ou filha, ora como marido, ora como esposa, de qualquer raça, branco, negro, vermelho ou amarelo – para o progeresso do espírito, ser inteligente da Natureza e eterno.

Família”, pelo espírito Joanna de Ângelis, ao falar da vida em família, mostra que as heranças físicas dos filhos vêm dos pais, sim, mas “o caráter, a inteligência e o sentimento procedem do Espírito que se corporifica pela reencarnação”, sem dependência genética com os progenitores.

jurista Luiz Flávio Gomes, que foi magistrado e hoje advoga em São Paulo, também escreveu sobre o risco do que ele chamou de “processos midiáticos”(que se guiam pelo alarme ou pelo clamor espalhado pelos meios de comunicação), e fazendo-nos refletir sobre a máxima de que “a voz do povo é a voz de Deus”, adverte-nos de que devemos desconfiar do “Vox populi, vox Dei, porque “nem sempre a voz do povo ou a voz da mídia é a voz do devido processo legal”.

Ou seja: todos devemos aspirar à boa justiça, mas sem nos esquecermos das garantias constitucionais, que devem ser respeitadas e aplicadas, mesmo àqueles que, aos olhos de todos, pareçam criminosos, porque, em algum momento de nossas vidas, talvez sejamos nós os envolvidos em situações idênticas às que reprovamos;

E toda apuração da verdade requer ponderação, para evitar açodamento e desvio irregular, a fim de que, ao final, ocorra um julgamento equilibrado, em que a lei humana se aproxime ao máximo da Lei Divina, para que “cada um receba segundo o seu merecimento”, e não segundo a “justiça individual”, desejada por essa ou aquela pessoa, muitas vezes, insuflada pelo burburinho da mídia, pelos microfones e pelos holofotes!

Oremos pela pequena vítima Isabella, barbaramente assassinada, para que os Espíritos do bem, guardiões da verdade e da justiça, a recebam e auxiliem na sua caminhada de progresso, mas elevemos também nossas preces aos que forem reconhecidos pelos nobres julgadores como responsáveis pelo seu desencarne, para que se arrependam do mal que fizeram e aprendam, no cárcere e fora deste, nesta e noutras vidas, “jamais fazerem ao próximo o mal que não desejam para si”.

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