Crianças Médiuns

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Crianças Médiuns

As explicações da Doutrina Espírita para a predisposição natural das crianças para entrar em contato com espíritos Por José Eduardo Coutelle access_time 4 ago 2017, 18h44 – Publicado em 7 dez 2015, 17h41 chat_bubble_outline more_horiz Amigos imaginários

Não é um dom sobrenatural

– é uma habilidade física, ligada à glândula pineal, no centro do cérebro, que capta o sinal do “além” como se fosse uma onda magnética e o converte em percepções.
Uma pessoa só é considerada médium quando manifesta esse fenômeno de forma ostensiva, ou seja, quando as comunicações podem ser percebidas de forma clara.

Não há idade determinada para o início das ocorrências e elas podem rolar mesmo se a pessoa não acreditar na interação com os mortos.

Mas o fenômeno só foi estudado com mais rigor científico após o professor francês Allan Kardec (1804-1869) codificar a doutrina espírita e conceitos como imortalidade da alma e evolução por meio de várias reencarnações

Isso não significa que ela seja médium

– o título só será confirmado no restante da vida, se ela demonstrar essa capacidade de modo ostensivo

Na maioria das vezes, o pequeno não tem medo algum e não entende por que seus pais também não conseguem ver a presença que ele percebe.

Em alguns casos, o contato pode revelar lembranças pregressas: a criança reconhece gente da encarnação anterior e até renega a atual família.

Para Léon Denis, filósofo francês e seguidor da doutrina espírita, a mediunidade também pode estar por trás de prodígios precoces: casos de genialidade podem ser manifestados, mesmo de forma inconsciente, pelo estímulo de espíritos

“Assombrações”

  • (em especial, aquelas chamadas de “obsessões” pela doutrina) são mais raras nessa fase da vida.
  • Segundo estatísticas, três em cada dez crianças apresentam “amigos invisíveis” – algo encarado com naturalidade pela psicologia.
  • Para a vice-presidente da Federação Espírita Brasileira, Marta Antunes, não há uma receita exata: o fundamental é que os pais observem o comportamento dos filhos e conheçam bem sua personalidade e hábitosSegundo a autora espírita e especialista em terapia comunitária Walkiria Kaminski, as crianças que se comunicam com espíritos costumam ser saudáveis, sem sinais de apatia ou depressão.
    Elas encaram as visões com naturalidade, sem espanto – e ficam até intrigadas com o fato de os pais não serem capazes de vê-las

    E traz indícios mais fáceis de detectar, como desejo por isolamento, depressão, mudanças repentinas de humor… Além disso, as “vozes” ouvidas costumam ser ameaçadoras e o pequenino tem dificuldade de relatar o fenômeno para os adultos

    imaginação é uma característica comum nessa fase e pode servir como suporte a quem tem pouco ou nenhum contato com amiguinhos da sua idade.

A construção fantasiosa também pode rolar quando os filhos não recebem a devida atenção dos pais e passam a maior parte do tempo sozinhos.

Se eles entram na “brincadeira”, a criança fica à vontade para dar mais dados sobre o “amigo invisível”: nome, aparência, idade… Em alguns casos, ela pode até identificar nos álbuns da família a imagem do espírito como sendo a de um parente já falecido

Se os adultos acusarem a criança de mentir, ela pode começar um processo de negação da mediunidade e acreditar que é louca.

Por outro lado, eles também não devem incentivar demais a habilidade, para que ela não perca interesse pelo mundo físico ou se sinta forçada a forjar relatos de contatos só para agradá-los

A maioria desenvolve trabalhos voltados às crianças que explicam, em linguagem apropriada, a definição de conceitos comomediunidade e vida após a morte.

A psicologia nega a existência da mediunidade, mas considera a criação de amigos imaginários natural e positiva.

A criança tende a abandonar esse recurso de socialização quando envelhece

– geralmente, na mesma época em que a doutrina espírita acredita que o processo reencarnatório se conclui, aos 7 anos

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