O Espírito Sente Dor No Momento Exato da Morte?

De acordo com o Dicionário Aurélio, dor pode ser uma sensação desagradável,

O Espírito Sente Dor No Momento Exato da Morte?

variável em intensidade e em extensão de localização, produzida pela estimulação de terminações nervosas especiais, pode ser um sofrimento moral, mágoa, pesar ou aflição, e por fim dor pode ser sinônimo de dó, compaixão e condolência.

Com base no Wikipédia, a dor é uma sensação desagradável, que varia desde desconforto leve a excruciante, associada a um processo destrutivo atual ou potencial dos tecidos que se expressa através de uma reação orgânica e emocional.

A dor física é aquela que surge de um ferimento ou de uma doença, funcionando como um alarme de que há algo errado no funcionamento do corpo;

A dor espiritual surge da perda de significado, sentido e esperança, ela é reconhecida quando dizemos que

Espírito Sente Dor “dói a alma”.

Mas a dor se impõe ao homem como um instrumento necessário para

que ele possa compreender e observar a lei da autopreservação.

Um aspecto importante da dor é o aspecto mental, pois a maioria das

dores físicas é exagerada pela nossa reação mental a elas.

Muitas vezes, em um acidente, os pais, preocupados em amparar

e proteger seus filhos, não sentem a dor de um ferimento, porém

assim que suas emoções se acalmam, percebem o ferimento e sentem dor.

Podemos, portanto, supor que há qualquer coisa de semelhante

nos sofrimentos dos Espíritos depois da morte (…)

” “O perispírito é o liame que une o Espírito à matéria do corpo;

contém ao mesmo tempo eletricidade, fluido magnético e,

até certo ponto, a própria matéria inerte (…)

É também o agente das sensações externas.
Eis porque o Espírito não diz que sofre mais da cabeça que dos pés (…)

Liberto do corpo, o Espírito pode sofrer, mas esse sofrimento não é o mesmo do corpo;

não obstante, não é também um sofrimento exclusivamente moral, como o remorso,

pois ele se queixa de frio ou de calor (…)

A dor que sente não é dor física propriamente dita:

  • é um vago sentimento interior, de que o próprio espírito nem sempre tem perfeita consciência, porque a dor não está localizada e não é produzida por agentes exteriores;

Um espírito já desencarnado pode acreditar estar sentindo dor, pois sua mente ainda mantém a percepção desta dor.

Ele não sente uma dor física, pois esta dor é inerente ao corpo, que já não existe mais, mas por estar muito apegado à matéria e acreditar que possui um corpo, sua mente “percebe” a dor.

Desde o século passado, a ciência já conhece quais os neurônios envolvidos na percepção da dor, mas o mais importante é o processo mental que irá interpretar esta dor.

Ou seja, a forma como é expressa esta dor está fortemente ligada à cultura, à personalidade, às experiências anteriores, à memória e ao ambiente do indivíduo.

Estamos diante de um fenômeno dual, de um lado a percepção da sensação e de outro a resposta emocional do indivíduo a ela.

A dor sempre representa um estado psicológico, muito embora saibamos que a dor na maioria das vezes apresenta uma causa física imediata.

Muitas vezes esta dor, que no plano biológico é como uma advertência

de utilidade incontestável, repercute na vida psicológica do indivíduo,

extrapolando esta utilidade biológica e dependendo da sua

intensidade poderá assumir dimensões tais que gerariam um desejo de se eliminar a própria vida.

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