Os ETs estão entre nós?

Algum caso ou extraterrestre em especial?”

Os ETs estão entre nós? Entrevista exclusiva com ufólogo Ademar Gevaerd


, pergunta a solícita atendente, de jeito um tanto engraçado, enquanto eu folheio

“Marte: a Verdade Encoberta”,

livro do ufólogo brasileiro Marco Antonio Petit.

Ela é responsável por uma mesa comprida, de uns 4 ou 5 metros de extensão, coberta por DVDs, camisetas e souvenirs estampados com alienígenas de todos os tipos, cores e outfits.

Do outro lado desse salão, na verdade um hall que dá acesso ao anfiteatro do Hotel Lizon, bem perto da rodoviária de Curitiba, uma mesa de igual tamanho com mais obras variadas.

ETs estão entre nós

São livros de aparições, projetos ultrassecretos, abduções, conspirações e todas as lavras possíveis de contatos com seres cósmicos

– praticamente o acervo do canal History.

somente começo da manhã e dali a poucas horas tais mesas estarão disputadas centímetro a centímetro por ufólogos, renomados ou amadores, e curiosos, todos em busca de verdades sobre o nosso vasto espaço.

Por hora, e a despeito do calor infernal para um sábado curitibano, estão todos enfurnados na sala à frente debatendo diplomacia alienígena.

“Obrigado, gosto de escolher meus ETs com calma”,

falo brincando ao me despedir.

Cerca de 250 pessoas dividem a sala de apresentações do Lizon enquanto uma projeção mostra a cena final de

“Contatos Imediatos de Terceiro Grau”,

clássico dos anos 1970 dirigido por Steven Spielberg.

Assim como eu e todos que superaram a casa dos 30, provavelmente a maioria naquela sala já viu a sequência mais de uma vez

(por vontade ou osmose, tantas as vezes em que a Globo reexibiu o filme).

Alguns humanos, inclusive, aceitam espontaneamente entrar em um disco voador que se comunica com os terráqueos imitando sequência de luzes e sons projetados na direção deles.

Exopolítica é estabelecer um conjunto de atitudes , ações e comportamentos para fazer contatos com outras Inteligências”, defende ao abrir os trabalhos.

Gevaerd foi o organizador deste evento curioso, mas sucesso de público: o primeiro Seminário de Preparação para o Contato Extraterrestre e Exopolítica, realizado durante todo o sábado (16 de dezembro), em Curitiba.

Nele, ufólogos importantes se revezaram ao longo do dia para responder uma pergunta simples: se uma nave pousar na Terra amanhã, como vamos dar “oi” para os visitantes?

Uma pergunta que arrastou àquele anfiteatro um grupo tão heterogêneo quanto interessado

– advogados, professores, técnicos em informática, dona de casa;

O físico, professor e presidente do grupo internacional Uninter entende de uma política não menos complicada: foi deputado federal por dois anos e um dos coordenadores da vitoriosa campanha de Gustavo Fruet à prefeitura, em 2012.

Eu acredito que a humanidade não está à altura nem da tecnologia que já possui, com armas nucleares e tudo mais.
“É natural que eles

[os alienígenas]

possam se aproximar mais agora tentando evitar uma tragédia e para defender uma flora e uma fauna tão ricas como a nossa”, teoriza.

Não é um assunto fácil, já que oficialmente nenhum governo ou agência espacial admitam existir tais seres.

São cidades inteiras que esses seres mantêm em nosso planeta”,

defende Marco Antonio Petit, autor de vários livros, incluindo o citado no início da reportagem.

problema, defende Picler, é que os países geralmente usam o protocolo dos seus ministérios da Defesa para lidar com possíveis OVNIs.

Neste ano, a Aeronáutica relatou oficialmente que perseguiu

objetos voadores não identificados com caças Mirage carregados com mísseis.

Em vez de recebê-los com rojões

[expressão usada na Aeronáutica para indicar o disparo de mísseis],

vamos enviar uma mensagem de paz.

Na prática, o protocolo significa se comunicar com possíveis

UFOs enviando mensagens em Código Morse

[piscadas intermitentes de luz que formam uma palavra em código binário].

No caso de 1986, um controlador de voo reportou ter se

comunicado com um objeto voador dessa forma:

quando aumentava as luzes sinalizadoras da pista de um aeroporto,

o objeto se afastava;

“Assim como muitos não sabem como podemos acreditar em extraterrestres,

pensamos em como pode não se acreditar que nesse universo exista vida inteligente.

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