Lamentável ataque a D. Zíbia Gasparetto

Continuação…

O material orienta os jornalistas sobre o que é e o que não é o Espiritismo, visando informar à classe jornalística para que não cometa mais os equívocos que vinha cometendo, toda vez que escrevia alguma coisa envolvendo mediunidade, reencarnação e temas que diretamente sugerem ligação com o Espiritismo.
Gente. Eu recebi vários emails como retorno de agradecimentos de jornalistas da Globo, da Veja, da Época, Folha de São Paulo, Jornal de Brasília, Zero Hora de Porto Alegre e de vários órgãos de imprensa, inclusive de jornalistas da própria Isto É, me lembro muito bem, considerando muito importante, oportuno, interessante e cultural, para eles, o material que eu havia elaborado.
Depois disso, nunca mais a VEJA, por exemplo, publicou qualquer matéria com assuntos desta natureza que viesse a misturar Espiritismo com Umbanda, como sendo a mesma coisa, e muito menos com feitiçaria, bruxaria, cartomancia e essas coisas. Tenho o maior respeito e carinho para com a Umbanda, mas não é a mesma coisa, são propostas diferentes, apesar de ambas serem do Bem.
Quem quiser pode observar que nem a Globo, nem o SBT, Bandeirantes, etc… confundiram mais as coisas e nem chamaram mais o padre Quevedo para dar opinião, coisa que, antes, sempre acontecia e ele aparecia para falar um monte de besteiras.
Infelizmente os jornalistas que escreveram esta matéria, agora, não tomaram conhecimento disto, para colocarem tantas asneiras como colocaram agora.

Conclusão – A matéria foi de um ridículo sem tamanho, um primarismo jornalístico lastimável e algo que a Isto É deveria pedir desculpas aos seus leitores.

A família Gasparetto

É uma família digna, honrada, honesta, trabalhadora, competente, íntegra, fiel aos princípios morais de comportamento e que nada deve a ninguém, inclusive a nós espíritas.
Julgar uma família, com base em disse-me-disse e em novos paradigmas estabelecidos no movimento espírita, ainda mais sem se dar ao trabalho de procurar conhecer e ver com seus próprios olhos, constitui-se numa indignidade, numa irresponsabilidade e comprometimento moral em quem julga. É um absurdo.

Dona Zíbia

Mulher de 86 anos de idade, lúcida, que trabalha todos os dias, na editora e gráfica de sua propriedade, que chega no início da manhã e fica lá o dia inteiro, muitas vezes passando das dez da noite.
Qual a ilegalidade e imoralidade que pode ter uma funcionária, gerente ou diretora de uma empresa ser remunerada? Há algum pecado nisto? Por acaso, é ilegal ou imoral donos de empresas terem pró-labore?
Tem outro detalhe: De vez em quando Dona Zíbia pega a vassoura e ela mesmo varre a gráfica, vocês sabiam disto?
A mulher foi consagrada pelo GRANDE PÚBLICO (não é o público espírita) e transformou-se na maior escritora mulher do País, uma das maiores da América Latina, toda semana, durante anos, tendo pelo menos um dos seus livros nas páginas da VEJA e das grandes revistas como dos mais vendidos do Brasil, as vezes tendo até dois ao mesmo tempo. Qual o mal que há nisto?
Eu sei que muita gente morre de inveja e sei o quanto a inveja incomoda a alguns, mas será que ela está errada?
Eu sei também que espírita não suporta ver outro espírita fazer sucesso e, invariavelmente, se incomoda muito… mas, gente, Dona Zíbia não é mais espírita!
Você, amigo ou amiga espírita, que me mandou email chamando essa mulher de mercenária, de desonesta e de outros adjetivos mais duros, tem idéia do que ela passou, na língua dos espíritas de São Paulo, no tempo que era espírita? Tem idéia das calúnias recebidas, a partir do momento que passou a ser conhecida nacional e internacionalmente e do sofrimento que passou?
Pare um pouco, tá? Se eu resolver contar tudo aqui, certamente terei que escrever um livro e, com certeza, vai incomodar a muita gente. Então é melhor não entrarmos em muitos detalhes. Talvez alguns espíritas chorassem de vergonha.

* luizgasparetto.jpg (8.5 Kb – transferido 16863 vezes.)Luiz Antonio Gasparetto

Comunicador competente, honesto, Psicólogo vitorioso, tem o seu consultório sempre cheio, possui uma clientela constituída por gente da mais alta sociedade paulista e também carioca, tem pacientes europeus que atravessa o Atlântico para vir se consultar com ele, cobra honorário a altura de qualquer profissional de nível que é procurado por platéia selecionada.
Qual o mal que há nisto?
Todo ano coloca mil e quinhentas pessoas num navio de alto luxo, para passar 7 dias com ele, escutando palestras e seminários, navegando, pagando caro, não dá pra quem quer, a lotação é completada 90 dias antes do navio partir, e no final as pessoas voltam felizes, alegres e com sorrisos de orelha a orelha, já pedindo reservas na excursão do ano que vem.
Eu morava em Santos e já fui ao porto ver a saída e a chegada das viagens com Gasparetto, e percebi, com meus próprios olhos, a felicidade do seu público. Não me contaram não, eu mesmo constatei.
Tá errado? Tá cometendo algum ato ilícito?
Eu sei que muita gente morre de inveja, mas é pecado?
Chega na Europa e é recebido como celebridade, onde vai.
Ele tem culpa de ser querido por tanta gente?
Vou contar a minha experiência, com muitas amigas mulheres:
Muitas amigas de várias partes do Brasil e do exterior mantém contatos comigo, por vários meios, principalmente pela internet, por conta do meu livro “Mulher, só é boba quem quer” e dos seminários e palestras que tenho feito para mulheres (não é o Alamar espírita, é o Alamar estudante do comportamental humano), e muitas delas me dizem algo mais ou menos assim:

– “Alamar, me indique alguém com quem eu possa fazer algum tratamento, porque eu enfrento conflitos terríveis e não consigo me libertar. Já tentei no centro, já fui ali e acolá… e nada. “
– “Quer mesmo um tratamento de impacto? Eu sugiro o Gasparetto. Você vai ficar puta da vida com ele, no começo, mas depois vai ver que é um santo remédio”.
– “Mas… o Gasparetto? Aquele, da dona Zíbia? Mas ele não é… ?”
– “Exatamente, o Gasparetto. Não há uma mulher, sequer, que eu tenha indicado pra ele que não me trouxesse retorno entusiasmante.”
– “Tá bom, vou tentar então.”
Não é fácil conseguir agendar com ele porque a agenda vive lotada e tem que marcar para daqui há alguns meses.
Depois de algum tempo essas amigas me retornam:
– “Alamar, nem te conto. Amigo, quero te agradecer demais por me ter indicado o Gasparetto. No começo eu fiquei mesmo morrendo de raiva dele, porque no primeiro dia que ele me viu ele me esculhambou tanto, me chamou de burra, de desleixada, disse que eu tava parecendo uma bruxa que só faltava a vassoura… enfim, me botou na lama e pisou em cima.
O pior de tudo, Alamar, é que tudo o que ele disse era verdade e eu nunca tive a coragem de olhar. É um método de tratamento que ele usa, para sacudir e acordar a gente. Eu fingia que não via, eu me enganava, eu não me amava e achava que amava os outros. Eu sempre fui uma chantagista com o meu marido e com todos em casa, mas não admitia e ele, Gasparetto, conseguiu abrir minha cabeça…”

Enfim, gente, essas mulheres hoje se declaram felizes, se encontraram, vivem felizes com seus maridos E COM ELAS MESMAS, e mandaram os seus traumas à %ˆ&*.
Como é que eu vou deixar de reconhecer o talento e a competência de um homem deste, só por causa de disse-me-disse de uma meia dúzia de espíritas frustrados, que não sabem o que dizem e que costumam julgar pessoas as quais não conhecem?

Final…

Também médium, é também Psicólogo vitorioso, consultório cheio, cara de bem com a vida, clientela satisfeita e que simplesmente coloca a sua mediunidade a disposição dos espíritos que foram cantores e compositores.
É uma pessoa alegre, de bem com a vida, simples e sem frescura, bom papo, sempre disposto a participar de eventos beneficentes, inclusive, com as músicas mediúnicas eu recebe, carinhoso.

A mediunidade não é patrimônio exclusivo do Espiritismo

Eu fico me perguntando:
Será que os espíritas não sabem disto?
Será que os espíritas não sabem que a mediunidade, faculdade humana, existe no mundo desde que o homem existe, muito antes do espiritismo existir?
Será que não sabem que ela é praticada, também, em países que talvez nunca ouviram falar de Espiritismo?
Será que todos os povos que a utilizam, o fazem erradamente e só nós espíritas fazemos certo?
Gente, é preciso que entendamos que as regras e normas ensinadas pelo Espiritismo devem ser praticadas por nós ESPÍRITAS, e não necessariamente por todo o mundo.
O preceito que diz que “a mediunidade deve ser exercida de graça, sempre de graça” é regra da doutrina espírita, ensinada para nós espíritas, que deve ser observada por quem está vinculado ao Espiritismo e não necessariamente por todo o mundo.
Por que temos que exigir que todos os outros povos tenham que seguir as normas que são nossas?
Conheci médium, nos Estados Unidos, que exerce a sua mediunidade profissionalmente, regido por um órgão oficial, que cobra pelo seu uso, mas que é honesto, que é digno e que é legal, mas também que não é espírita e nem ao menos conhece o espiritismo?
Na Europa também tem esse tipo de médium?
E daí? Eu vou condenar, só porque a maneira de pensar e praticar a mediunidade é diferente da minha?
Será coerente eu ficar que nem os crentes carolas e radicais, que ficam achando que todo mundo tem que seguir a Bíblia, conforme eles, acreditando em satanás e estória de Adão, Eva e a Cobra, como eles, achando que todos que não seguem as suas regras necessariamente estão condenados no fogo do inferno?

O paradigma que foi criado no meio espírita, altamente restritivo ao dinheiro, é uma inconseqüência, é uma insanidade de pessoas que fingem não viver num mundo material, além de ser uma das maiores expressões de hipocrisia instaladas no movimento que se diz seguidor de uma doutrina que foi constituída com bases lógicas, racionais e sensatas.
Sugere-se que se trata de problemas de pessoas que no passado devem ter tido sérios problemas com dinheiro, com elevados comprometimentos morais no campo da honestidade.
O dinheiro só é mau, quando alguém faz mal uso dele.

O espírito que faz questão de não ser espírita

Esta eu preciso contar, porque achei muito interessante, apesar de não ter documentado e gravado.
O espírito que se comunica através do Luiz Antonio Gasparetto, autor dos seus livros, chama-se Calunga.
Conforme todos sabem, muitas pessoas não gostam do Gasparetto, essas mesmas que estão aproveitando deste momento infeliz da ISTO É para baixar o sarrafo na família, e questionam demais a quantidade de livros que ele vende, já que também é sucesso nas grandes livrarias de todo o Brasil.
Muitos centros espíritas e seus dirigentes têm verdadeira raiva, embora digam que é com “muito amor”, “muita caridade”, e “muito fraternalmente”.
Um amigo me telefonou há uns seis meses atrás, mais ou menos, contando um caso que teria acontecido num desses centros espíritas aqui de São Paulo, cuja direção da casa também não suporta os Gasparettos.
Na mediúnica desse centro, exatamente através da médium que é uma das personalidades da casa que mais tem raiva do Gasparetto, vem um espírito que faz uma saudação com o conhecidíssimo “Que a paz de Jesus esteja com todos”, e em seguida, dirigindo-se a um participante que estava o lado, na mesa, faz uma pergunta, travando o seguinte diálogo:

– “Meu irmão, esse relógio que você está usando é seu?”
– “Sim, meu irmão, é meu, eu o comprei”.
– “Caso você quisesse dar esse relógio, que é seu, para qualquer outra pessoa, você poderia dar?”
– “Claro que sim. Se é meu, eu posso dá-lo pra quem eu quiser”.
– “Se alguém lhe dissesse que você só poderia doar esse relógio ou qualquer outra coisa que lhe pertence para uma casa espírita, jamais para um amigo, parente ou conhecido, você concordaria?”
– “Eu não concordaria. O relógio é meu, me pertence e eu posso dá-lo, caso queira, para quem eu quiser”.
– “Você, minha irmã aí em frente, que está com esse lindo colar no pescoço, concorda com o nosso irmão? Acha que poderia, caso quisesse, doar esse colar para qualquer pessoa e não necessariamente, apenas, para a casa espírita?”
– “Eu concordo com ele. Mas posso saber onde o irmão quer chegar?”
– “Pois bem, meus amigos, eu fiz questão de vir exatamente a esta casa, sabedor de que vocês aqui não gostam de um amigo meu, através de uma médium que todos sabem que também não gosta dele, para que a mensagem fique bem autêntica:
Sou o Calunga, aquele espírito que vocês ouvem falar que se comunica através do Gasparetto, lembram?
Quero informar-lhes que os direitos dos livros que surgem, através dele, são meus e que eu, por não estar mais encarnado e por não precisar de dinheiro, os doei totalmente a ele, à pessoa física do Luiz Antonio Gasparetto, e não a centro espírita nenhum.
Gosto dele, confio nele e sei muito bem dos seus ideais e princípios, conhecendo muito bem o destino que ele dá ao dinheiro.
Ou será que eu não posso, só porque estou desencarnado?
Vocês, por estarem encarnados, podem dar o seu relógio e o seu colar para quem quiserem, não necessariamente para uma casa espírita, e eu, porque estou encarnado, tenho que dar somente para casa espírita?
Pensem melhor sobre isto.
Espero que vocês divulguem isto que aconteceu aqui hoje.
Fiquem com Deus.”

Gente, foi um Deus nos acuda na casa. Houve um desconforto enorme, durante a mediúnica como depois dela, teve gente desconsertada, sem saber o que dizer.
E aí eu pergunto: Pode ou não pode um espírito desencarnado querer ajudar materialmente a um encarnado?
Será que todo espírito desencarnado tem que ser necessariamente espírita?
Será que tudo aquilo que doamos para a casa espírita ou para uma instituição que se apresenta como de Caridade, necessariamente tem destino digno e conforme aquilo que pregam?
Será que não é hora de nós espíritas pararmos para pensar um pouco mais nos valores congelados e nos paradigmas que a gente adotou como sendo VERDADE ABSOLUTA E IMUTÁVEL?
Eu teria muito mais coisas a falar sobre isto, tem muito mais casos e detalhes, mas a matéria já está ficando grande demais. Por hoje é só. Não vou falar, hoje, sobre o caso do Chico, quando se arrependeu de ter doado os seus direitos, vou deixar para o próximo artigo.
Mas que todos saibam que, de fato, a partir de 1979 Chico disse mesmo, VÁRIAS VEZES, que se arrependeu de ter doado os direitos das obras, inclusive se irritou muito, quase tem um infarto por causa de um episódio que aconteceu e, pasmem, soltou até um palavrão.
Misericórdia!!!!!! Isto é uma blasfêmia!!!!
Assustou-se com o Alamar dizendo que o Chico soltou um palavrão? Pois é, muitos o canonizaram com a denominação de São Chico Xavier, nessa bobagem do igrejismo espírita exagerado e inconseqüente, mas Chico foi um ser humano comum, normal, que inclusive sentava-se em privada para fazer cocô, como qualquer um de nós (deve ter espírita que está detestando ver eu escrever isto aqui), e que era humano encarnado e não a encarnação do próprio Deus na Terra. Essa sua condição humana natural não diminuiu o extraordinário e maravilhoso valor que ele de fato teve, como ser especial que foi. Especial, não Divino.
Abração a todos.

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