A Polemica Psicografia QUE LEVOU Chico Xavier 17 anos A SER UM grande médium

Noite de 8 de Julho de 1927…Lá se vão 87 anos quando naquela noite, na pequena cidade de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais, Chico Xavier recebia mediunicamente a primeira mensagem de sua lavra mediúnica. O próprio Chico diria a seu amigo Arnaldo Rocha:

“Tinha eu dezessete anos em 1927 quando, na noite de 8 de julho do referido ano, em uma reunião de preces, escutei, através de uma senhora presente, D. Carmem Penna Perácio, já falecida, a recomendação de um amigo espiritual aconselhando-me a tomar papel e lápis a fim de escrever mediunicamente.

Eu não possuía conhecimento algum do assunto em que estava entrando, mesmo porque ali comparecia acompanhando uma irmã doente que recorria aos passes curativos daquele círculo íntimo, formado por pessoas dignas e humildes, todas elas de meu conhecimento pessoal.

Do ponto de vista espiritual, apesar de muito jovem, era fervoroso católico que me confessava e recebia a Sagrada Comunhão, desde 1917, aos sete janeiros de idade.

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Ignorando se me achava transgredindo algum preceito da igreja, que eu considerava minha mãe espiritual, tomei o lápis que um amigo me estendera com algumas folhas de papel em branco e meu braço, qual se estivesse desligado de meu corpo, passou a escrever, sob os meus olhos cerrados, certa mensagem que nos exortava a trabalhar, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A mensagem era constituída de dezessete páginas e veio assinada por um mensageiro que se declarava ‘Um amigo espiritual’, que somente conheceria depois. Nenhuma das pessoas presentes se interessou em conservar o comunicado, inclusive eu mesmo, pois nenhum de nós, os companheiros que formavam o círculo de orações, poderia prever que a tarefa de escrever mediunicamente se desdobraria para mim, através de vários decênios.”

E através mesmo de Chico Xavier, alguns anos mais tarde, em 1938, no livro “Brasil Coração Mundo, Pátria do Evangelho” ditado pelo Espírito Humberto de Campos, este admirável escritor diria:

“Jesus transplantou da Palestina para a região do Cruzeiro a árvore magnânima do seu Evangelho, a fim de que os seus rebentos delicados florescessem de novo, frutificando em obras de amor para todas as criaturas.”

É inegável que a consolidação desta transferência, se daria através das obras psicografadas por Chico Xavier, sedimentadas pelo exemplo de amor e renúncia do medianeiro, a sensibilizar os nossos corações para um entendimento maior do Evangelho de Jesus.

É obvio, que para a materialização de um projeto desta magnitude, uma plêiade de Espíritos Superiores assessoravam o médium na sua tarefa inicial.

Emmanuel, a definir-se como aquele elemento responsável e direcionador do grande projeto, estabeleceria que a disciplina, repetida três vezes, e que não representava ingenuamente as regras básicas de horários dentro de um contexto de rotina, seria aquela virtude identificada na vontade e na determinação de levar adiante a tarefa que se iniciava.

O trabalho se inicia com grandes desafios. Parnaso de Além túmulo, seria a obra que marcaria o selo de autenticidade da mediunidade de Chico Xavier.

Depois Humberto de Campos, viria trazer-nos obras maravilhosas, como Boa Nova, que resgata a partir de informes do mundo espiritual, passagens de Jesus, de cunho profundamente educacional.

Ele mesmo definiria em seu prefácio: “Todas as expressões evangélicas têm, entre nós, a sua história viva. Nenhuma delas é símbolo superficial.”

Emmanuel, por sua vez, amplia nossa capacidade de entendimento do Evangelho de Jesus.

Estudar seus romances é penetrar num universo grandioso de informações sobre o período de consolidação do cristianismo na Terra.

A obra “Paulo e Estevão”, 70 anos após sua publicação, continua sendo atualíssima, pois não se trata apenas de uma obra de cunho histórico, mas compreende um livro fala profundamente á nossas almas, como roteiro norteador para nossas vidas.

Suas páginas estão impregnadas daquela vibração amorosa, de quem sentiu e viveu os primeiros anos do cristianismo nascente.

E Emmanuel, na sua feição de educador, vem através de Chico Xavier, ditar uma série de livros de cunho evangélico:

Pão Nosso, Vinha de Luz, Caminho Verdade e Vida, Fonte Viva e outros, são repositórios de profundas análises em torno dos textos bíblicos, onde o benfeitor em todas as passagens procurar extrair o “espírito da letra”, sugerindo-nos de como devemos estudar o Evangelho de Jesus.

Outras obras extraordinárias ainda viriam como: Pensamento e Vida e A Caminho da Luz.

Curiosamente, são poucas as casas espíritas que estudam de maneira profunda as obras de Emmanuel, uma vez que retratam fielmente a continuidade das obras codificadas por Kardec.

Vemos hoje, uma oferta imensa de obras espíritas, a maioria circulando em torno daquilo que já nos trouxe Humberto de Campos, Emmanuel e André Luiz, através da pena de Chico Xavier de maneira criteriosa e profunda.

Mas perguntamos, qual o problema disso?

O que isto acarreta ao movimento espírita e em extensão aos espíritas?

Diríamos que de imediato quase nada, apenas um retardamento em relação ao entendimento da verdade ou da parcela desta, que foi disponibilizada pelo Mundo Maior, a benefício da humanidade.

O projeto Emmanuel-Chico Xavier, representa o que há de há de mais profundo e abrangente em torno do Evangelho após o surgimento da Doutrina Espírita.

O material está aí, disposto ao alcance de todos. Estudemo-lo.

Euripedes Mariano.

Fonte: MundodeGaya

 

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