Qual é a melhor forma de ajudar um parente que desencarnou?

Nessa oportunidade decidimos explicar como uma pessoa pode prestar assistência a alguém, parente ou amigo, pouco antes de sua morte e também depois dela.  

Qual é a melhor forma de ajudar um parente que desencarnou?

assistência aos moribundos é de extremo valor para a alma antes e depois do desencarne, pois ela contribui muito para

duas coisas fundamentais: em primeiro lugar, evitar que a alma fique presa a Terra após o desencarne, e, em segundo

lugar, possibilitar uma passagem tranquila para a alma.  

Veja:

Ajudar um parente Outras ainda se prendem a sentimentos 

Outras ainda se prendem a sentimentos e processos psicológicos individuais, como mágoas, culpa, vazio, ódio, carência, etc.  

Por exemplo, se o moribundo estiver preso a mágoa com relação a alguém, é preciso mostrar a ele o quanto esse

sentimento pode lhe ser prejudicial após a morte.  

No caso de se tratar de alguém aberto a espiritualidade, é possível mencionar que alguns espíritos podem ficar tão

apegadas a suas mágoas e a outros sentimentos que frequentemente ficam presos a Terra, se ligando a um encarnado, e

passando a ele toda uma carga de sentimentos negativos e até doenças.  

Ajudar um parente  outro exemplo 

Em outro exemplo, uma mãe pode sentir apego, culpa ou outro sentimento relacionado a um filho, e pode sentir preocupação com ele após a sua morte.  

Por estar preocupada com o filho, ela pode se recusar a seguir ao plano espiritual superior e permanecer no nível da

Terra, tentando “ajudar” esse filho em suas problemáticas do dia a dia.  

Aqui é preciso dizer que a mãe nesse estado errático em nada contribui com seu filho, muito pelo contrário: pode

prejudica-lo de diversas formas, até mesmo criando doenças a ele, bloqueando seu profissional, travando seus

relacionamentos, etc.  

segunda medida a se realizar a fim de prestar o auxilio necessário as almas prestes a desencarnar é descrever passo a passo as etapas do pós-morte.  

Antes de se cruzar esse portal espiritual, ainda é possível aquela alma o retorno ao plano físico para a continuidade de sua jornada humana desta vida.  

Encontro com parentes e amigos é muito comum 

O encontro com parentes e amigos é muito comum após o desencarne e é importante mencionar isso ao moribundo.  

Isso ajuda a alma recém-desencarnada a se sentir segura num estado espiritual que ainda não lhe é familiar, colaborando

com sua adaptação no outro lado da vida.  

É bom dizer ao moribundo que ele poderá rever pessoas que ele ama e que se encontrarão com ele após a morte, pois

isso provavelmente o acalmará e o fará ver a morte sob outra perspectiva.  

Todos os atos bons ou ruins praticados aparecerão com toda a força e vivacidade diante de nós, como se fosse um filme passando;  

a diferença é que nesse filme nós somos os principais atores e sentimos tudo o que acontece conosco e também com outras pessoas que fizemos o bem ou o mal.  

Mas ao contrário do que algumas doutrinas pregam, não é Deus ou um tribunal cósmico que julga nossas ações, mas sim nossa própria consciência.  

É possível dizer 

É possível dizer que tudo aquilo que existe de superior em nós julga tudo aquilo que existe de inferior, e assim

aprendemos quem somos e o que precisamos transformar em nosso íntimo.  

e aquele que semeou o ódio, a discórdia, o medo, o orgulho, o egoísmo, a vaidade, etc, só encontrará a infelicidade e o vazio espiritual.  

“Quem vive pela espada, perece pela espada” e quem vive pela paz, encontra a paz.  

Esse “perecer pela espada”, tal como disse Jesus, não deve ser encarado apenas no seu sentido material, como se um

guerreiro que matou milhares com uma espada deverá morrer com um golpe de espada.  

“Perecer pela espada” é perecer espiritualmente com o estilo de vida que a pessoa teve e sua principal obra deixada na Terra.  

Importante mencionar que pessoas que praticaram o mal durante a vida 

É importante mencionar que pessoas que praticaram o mal durante a vida podem se assustar com a revelação de que

seus atos aparecerão diante de si de uma forma nua e crua.  

Aqui podemos dizer que, mesmo 1000 anos de guerras podem ser amenizados com apenas 1 minuto do verdadeiro

arrependimento, aquele que vem de dentro, do mais profundo do nosso ser.  

É possível fazer nos minutos finais de nossa vida física tudo aquilo que em vários anos não fizemos, principalmente no

que diz respeito aos nossos entes queridos.  

Deixar o amor prevalecer diante do orgulho, do egoísmo, e amar incondicionalmente, soltando-se de todos os nossos

bloqueios, mágoas, culpa, etc, é condição sine qua non para uma boa morte.  

No caso da pessoa se recusar a perdoar, a se arrepender ou a se desprender de suas contingências humanas, devemos

respeitar seu livre arbítrio e permitir que ela viva as experiências que está escolhendo.  

É importante lembrar que, caso a pessoa não possa encontrar-se com alguém fisicamente, ela pode pedir o perdão,

perdoar ou se desprender de tudo mentalmente.  

Para tanto, basta visualizar a pessoa, com toda a vivacidade, e falar tudo o que gostaria que fosse dito, sempre no sentido da reconciliação.  

O processo do arrependimento 

O processo do arrependimento e do perdão ajuda não apenas a se conseguir uma transição tranquila, mas também a evitar problemas em vidas futuras.  

Por outro lado, é importante pedir a pessoa, caso ela esteja consciente e bem mentalmente, que faça uma reflexão sobre a sua vida, com seus erros e acertos.  

A reflexão sobre nossos erros ajuda também no desenlace e no processo de purificação que o momento da morte exige.  

A reflexão sobre nossa obra humana não deve gerar jamais culpas pelo que foi feito, mas sim um aprendizado que ficará para sempre gravado em nosso espírito.  

Após a morte, já será tarde demais… Como disse o filósofo Platão: “Não espere por uma crise para descobrir o que é importante em sua vida”.  

Portanto, façam o que tiver que ser feito ainda em vida, caso contrário, somente poderá ser feito nas próximas vidas..  

Outro ponto fundamental 

Outro ponto fundamental da assistência pré-morte é falar com o moribundo sobre a luz espiritual.  

Pessoas que vivenciaram as chamadas “experiências de quase morte” contam que ser iluminado por essa luz é sentir uma

felicidade impossível de descrever, algo que na matéria somos totalmente inaptos a experimentar.  

Ninguém deve esperar ter a verdadeira felicidade e a verdadeira paz na Terra, pois enquanto estivermos aqui isso será apenas uma ilusão.  

Mas aqueles que conseguem se integrar nessa luz podem sentir a felicidade no seu estado mais puro, mais essencial, no seu estado cósmico e universal.  

Todos nós ansiamos, mesmo sem admitir conscientemente, a essa felicidade e paz espirituais durante toda a nossa vida,

o grande problema é que sempre a buscamos nos lugares errados, com pessoas, com coisas, com situações que

erroneamente cremos que podem nos proporcionar tal felicidade.  

Alguns espíritos deixam clara a máxima de que: 

Alguns espíritos deixam clara a máxima de que: “Quanto mais bem praticarmos no mundo, maior será nossa felicidade e nossa paz no plano espiritual”.  

Mas se a pessoa estiver mais preocupada com o filho, com o marido, com o emprego, com os prazeres materiais, ou com

qualquer outra questão humana, ela perderá a chance de se elevar a luz espiritual, e ficará vagando na Terra como um

fantasma a procura de um corpo para continuar usufruindo dos prazeres materiais ou para tentar resolver assuntos pendentes que não são mais passíveis se solução. 

Outra questão importante 

Outra questão importante de ser dita aqui é o fato de que, muitas vezes, a família acaba prendendo

a pessoa a um corpo físico já extremamente debilitado apenas por apego.  

No entanto, a família continua insistindo para que a pessoa fique, seja por palavras, seja pelo magnetismo de todos, seja

por procedimentos médicos que vão apenas adiar o inevitável.  

Por outro lado, quando uma pessoa está a beira da morte, a melhor medida a ser tomada é leva-la para a sua casa e tira-la do hospital.  

Logo após a reconciliação, a pessoa pode vir a desencarnar, pois ela estava apenas esperando, em seu corpo físico, por

esse momento para poder se despedir da vida física.  

Após a morte física do nosso ente querido ou amigo 

Após a morte física do nosso ente querido ou amigo, um bom procedimento que pode ser realizado pelo assistente é visualizar aquela pessoa envolta em luz, mas isso deve ser feito apenas uma vez, ou duas no máximo.  

Nesse momento, é necessário que haja um desprendimento daquele que realiza esse trabalho mental, posto que se

estivermos ainda apegados a pessoa em sua forma humana, teremos dificuldades de encaminha-la para a Luz.  

Nesse sentido, é preciso confiar nas leis divinas e na perfeição do cósmico, pois é certo que a pessoa que passa a outro plano jamais estará desassistida.  

Não podemos esquecer que existe toda uma plêiade de seres espirituais ligados ao Bem universal que prestam toda a

assistência aos recém-chegados, e que qualquer preocupação de nossa parte é coisa vã.  

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