Aprendendo a Psicografar

A Psicografia é uma faculdade mediúnica muito conhecida e divulgada pelos meios de comunicação (TV, rádio, cinema, etc), tendo médiuns de renome como Chico Xavier, por exemplo, que sempre atraíram a atenção de muitas pessoas em relação à este fenômeno.

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Pois bem…

Aprendendo a Psicografar

Embora nem todas as pessoas possam ser médiuns de psicografia, aquelas que possuem a aptidão para tal faculdade podem estudá-la e desenvolvê-la.


Segundo Allan Kardec, a pessoa pode ser autodidata (estudando os livros da Codificação e desenvolver a mediunidade por conta própria) ou participar de um grupo de pessoas (estudar e desenvolver a faculdade em grupo).

Caso você não tenha acesso à um Centro Espírita,

em se tratando do desenvolvimento da Psicografia, recomendamos o estudo sobre o texto abaixo escrito por Allan Kardec em “O Livro dos Médiuns”:


“Pode-se obter a escrita, por meio de cestas e pranchetas ou diretamente pela mão. Sendo este último modo o mais fácil, e podemos dizer que o único hoje empregado, é o que de preferência recomendamos.

O processo é dos mais simples.

Consiste unicamente em pegar-se um lápis e papel e pôr-se em posição de escrever, sem qualquer outra preparação.

Mas, para se conseguir bons resultados, são indispensáveis muitas recomendações.

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No tocante às condições materiais, recomendamos evitar-se tudo o que possa impedir o livre movimento da mão.

É mesmo preferível que ela não se apoie inteiramente no papel.

A porta do lápis deve manter o contato necessário para escrever, mas não para oferecer resistência.

  • Todas essas precauções se tornam inúteis quando se começa a escrever corretamente, porque então nenhum obstáculo poderia deter a mão. Essas são apenas as preliminares do aprendizado.


Pode-se usar indiferentemente a pena ou o lápis.

  • Alguns médiuns preferem a pena, mas ela só pode servir para os que estão formados e escrevem calmamente.
  • Há os que escrevem com tal velocidade que o uso da pena seria quase impossível ou pelo menos muito incômodo.
  • Acontece o mesmo com a escrita sacudida ou irregular, e quando se trata de Espíritos violentos, que batem com a ponta e a quebram, rasgando o papel.


O desejo de todo aspirante a médium

é naturalmente poder conversar com Espírito de pessoas queridas, mas essa impaciência deve ser moderada, porque a comunicação com determinado Espírito apresenta quase sempre dificuldades materiais que a tornam impossíveis para o iniciante.

Para que um Espírito possa comunicar-se é necessário haver entre ele e o médium relações fluídicas que nem sempre se estabelecem de maneira instantânea.

Somente na proporção em que a mediunidade se desenvolve o médium vai adquirindo a aptidão necessária para entrar em relação com o primeiro Espírito comunicante.


Pode ser, portanto, que o Espírito desejado não esteja em condições propícias, apesar de se encontrar presente.

Como pode ser, ainda, que ele não tenha possibilidade nem permissão de atender ao apelo. Convém, pois, no princípio, abster-se o médium de chamar um determinado Espírito,

porque muitas vezes acontece não ser com ele que as relações fluídicas se estabeleçam com maior facilidade, por maior simpatia que lhe devote.

Antes, pois, de pensar em obter comunicações deste ou daquele Espírito, é necessário tratar do desenvolvimento da faculdade, fazendo para isso um apelo geral e se dirigindo sobretudo ao seu anjo guardião.


Não há para isso fórmulas sacramentais.


Quem pretender oferecer uma fórmula pode ser firmemente taxado de impostor, porque para o Espírito a forma nada vale.

Entretanto a evocação deve ser feita sempre em nome de Deus.

Pode-se faze-la nos termos seguintes ou em outros equivalentes:

Rogo a Deus todo poderoso permitir a um bom Espírito comunicar-se comigo, fazendo-me escrever; rogo também ao meu Anjo guardião que me assista e afaste de mim os Espíritos maus.


Espera-se então que um Espírito se manifeste, fazendo escrever alguma coisa. Pode acontecer que seja aquele que se deseja, como pode ser um Espírito desconhecido ou o Anjo da Guarda. Num caso ou noutro,

geralmente ele se dá a conhecer escrevendo o nome. Apresenta-se então o problema da identidade,

uma das que requerem maior experiência, pois são poucos os iniciantes que não estejam expostos a ser enganados. Tratamos disso logo mais, em capítulo especial.


Quando se quer chamar determinados Espíritos,

é essencial dirigir-se inicialmente aos que se sabe serem bons e simpáticos e que podem ter um motivo para atender, como os de parentes e amigos. Nesse caso a evocação pode ser feita assim:

Em nome de Deus todo poderoso,rogo ao Espírito de fulano que se comunique comigo.

Ou ainda: Rogo a Deus todo poderoso permitir ao Espírito de fulano que se comunique comigo.

Ou por outras palavras correspondentes a esse mesmo pensamento.


É também necessário que as primeiras perguntas sejam formuladas de maneira que as respostas sejam dadas simplesmente por um sim ou não.

Por exemplo:

Estás aí?

– Queres responder?

– Pode fazer-me escrever?

etc.

Mais tarde, essa precaução será desnecessária.

No começo, trata-se de estabelecer uma relação.

O essencial é que a pergunta não seja fútil, que não se refira a coisas de interesse privado, e sobretudo que seja a expressão de um sentimento benevolente e simpático para o Espírito ao qual se dirige.


Mais importante a se observar,

do que a maneira de fazer o apelo, é a calma e o recolhimento que se deve ter, juntos a um desejo ardente e uma firme vontade de êxito.

E por vontade não entendemos aqui um desejo efêmero e inconsequente, a cada momento interrompido por outras preocupações, mas uma vontade séria, perseverante, sustentada com firmeza, sem impaciência nem ansiedade.

O recolhimento é favorecido pela solidão, pelo silêncio e afastamento de tudo o que possa provocar distrações.


Nada mais resta então a fazer, senão isto: renovar todos os dias a tentativa, durante dez minutos, um quarto de hora ou mais de cada vez, durante quinze dias, um mês, dois meses e mais se necessário.


Conhecemos médiuns que só se formaram depois de seis meses de exercício, enquanto outros escrevem corretamente desde a primeira vez.

Fonte: Livro dos Médiuns, capítulo 17, itens 200 à 218.

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