AQUI SE FAZ AQUI SE PAGA ESPÍRITO DEFORMADO REVELA COMO É DO OUTRO LADO?

AQUI SE FAZ AQUI SE PAGA ESPÍRITO. De: mim, Para: Eu mesmo!

AQUI SE FAZ AQUI SE PAGA ESPÍRITO DEFORMADO REVELA COMO É DO OUTRO LADO? Wagner Borges

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Aqui se faz, aqui se paga.
Aqui se tens ou não tens nada.
Aqui se esconde aqui se ve.
Não tenhas medo de viver.
Aqui se fala, aqui se cala.
Aqui se ouve e não diz nada.
Aqui se julgas sem saber.
Não tenhas medo de viver.
Aqui se ama, aqui se odeia.
Aqui se plantas e semeia.
Deus fara algo por voce.
Não tenhas medo de viver.

Renato Santos

 

Dependendo da gravidade dos atos praticados e da condição espiritual de cada um, os Espíritos endividados sofrem após a morte pelos erros cometidos na existência terrestre e, após estágios em regiões de sofrimento no Mundo dos Espíritos, retornam à Terra para completar a expiação das mesmas faltas cometidas.

Quer dizer: sofrem lá e cá pelos mesmos motivos.

Daí não ser totalmente errado o ditado popular: “aqui se faz, aqui se paga”.

Mas já não seriam suficientes, para sua recuperação, as dores e sofrimentos no plano espiritual, após o desencarne?

O Mestre Kardec escreveu sobre isso na Revista Espírita:

Vejamos:

Pergunta (ao guia do médium). Por que a expiação e o arrependimento na vida espiritual não bastam para a reabilitação, sem que sejam necessários a eles acrescentar os sofrimentos corporais?

Resposta. Sofrer num mundo ou num outro, é sempre sofrer, e sofre-se tão longo tempo quanto a reabilitação não seja completa. Esta criança sofreu muito sobre a Terra; pois bem! isso não foi nada em comparação com o que ela sofreu no mundo dos Espíritos.

Aqui tinha, em compensação, os cuidados e a afeição dos quais estava cercado. Há ainda esta diferença entre o sofrimento corporal e o sofrimento espiritual, que o primeiro é quase sempre voluntariamente aceito como complemento de expiação, ou como prova para avançar mais rapidamente, ao passo que o outro é imposto.

Mas há outros motivos para o sofrimento corporal: primeiro, é para que a reparação tenha lugar nas mesmas condições em que o mal foi feito; depois, para servir de exemplo aos encarnados. Vendo seus semelhantes sofrerem e disto sabendo a razão, são bem de outro modo impressionados do que saber que são infelizes como Espíritos; podem explicar melhor a causa de seus próprios sofrimentos; a justiça divina se mostra, de alguma sorte, palpável aos seus olhos.

Enfim, o sofrimento corporal é uma ocasião, para os encarnados, de exercerem, entre eles, a caridade, uma prova para seus sentimentos de comiseração, e, frequentemente, um meio de reparar os erros anteriores; porque, crede-o bem, quando um infortunado se encontra sobre vosso caminho, não é o efeito do acaso. Para os pais do jovem François era uma grande prova ter um filho nessa triste posição; pois bem! eles cumpriram dignamente seu mandato, e disso serão tanto mais recompensados quanto agiram espontaneamente, pelo próprio impulso de seu coração.

Se os Espíritos não sofressem na encarnação, é que não haveria senão Espíritos perfeitos sobre a Terra.

Dessa explicação oferecida pelo Mentor, podemos concluir:

Sofrimento após a morte:

– O sofrimento após o desencarne ocorre por conta dos erros cometidos em vida. Trata-se de uma consequência (Lei de Causa e Efeito) e uma forma de reabilitação do Espírito endividado por meio do corretivo da dor;

– Esse sofrimento após o desencarne favorece seu despertar, levando-o à percepção dos equívocos praticados. O Espírito toma conhecimento dos crimes que praticou e de suas consequências;

– Com o tempo, despertando sua consciência, arrepende-se. A partir desse ponto estará mais preparado para a reabilitação;

O sofrimento continua numa nova reencarnação para:

– Beneficiar o Espírito, retirando-o de zonas de sofrimento no Astral e situando-o entre pessoas que possam ajudá-lo a se recuperar;

– Situar o Espírito devedor junto àqueles a quem prejudicou (já reencarnados), possibilitando, por meio da convivência, a reconciliação com seus adversários;

– Oferecer, aos encarnados que o assistem, uma oportunidade de exercerem a caridade ao receberem com amor o Espírito devedor, muitas vezes, no seio da própria família.

Autor: Fernando Rossit

Referência: Revista Espírita, Allan Kardec, maio de 1867, “O Jovem Francois”.

Autor desconhecido

 

Fonte: https://www.mensagemespirita.com.br/md/ad/aqui-se-faz-aqui-se-paga-porque-as-vezes-a-expiacao-continua-na-terra

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