Fatima Bernades Explica sobre a biografia de Allan Kardec

O futuro fundador do Espiritismo recebeu desde o berço um nome querido e respeitado e todo um passado de virtudes, de honra, de probidade;

Fatima Bernades fala da biografia de Allan Kardec Parte 1

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BIOGRAFIA DE ALLAN KARDEC

grande número dos seus antepassados se tinham distinguido na advocacia e na magistratura, por seu talento, saber e escrupulosa probidade.

Parecia que o jovem Rivail devia sonhar, também ele, com os louros e as glórias da sua família.

Assim, porém, não foi, porque, desde o começo da sua juventude, ele se sentiu atraído para as ciências e para a filosofia.

Rivail Denizard fez em Lião os seus primeiros estudos e completou em seguida a sua bagagem escolar, em Yverdun (Suíça), com o célebre professor Pestalozzi, de quem cedo se tornou um dos mais eminentes discípulos, colaborador inteligente e dedicado.

Aplicou-se, de todo o coração, à propaganda do sistema de educação que exerceu tão grande influência sobre a reforma dos estudos na França e na Alemanha.

Muitíssimas vezes, quando Pestalozzi era chamado pelos governos, um pouco de todos os lados, para fundar institutos semelhantes ao de Yverdun, confiava a Denizard Rivail o encargo de o substituir na direção da sua escola.

O discípulo tornado mestre tinha, além de tudo, com os mais legítimos direitos, a capacidade requerida para dar boa conta da tarefa que lhe era confiada.

Era bacharel em letras e em ciências e doutor em medicina, tendo feito todos os estudos médicos e defendido brilhantemente sua tese.

4 Lingüista insigne, conhecia a fundo e falava corretamente o alemão, o inglês, o italiano e o espanhol; conhecia também o holandês, e podia facilmente exprimir-se nesta língua.

4 Ver “Reformador” de março de 1958,

. BIOGRAFIA DE ALLAN KARDEC

Denizard Rivail era um alto e belo rapaz, de maneiras distintas, humor jovial na intimidade, bom e obsequioso.

Tendo-o a conscrição incluído para o serviço militar, ele obteve isenção e, dois anos depois, veio fundar em Paris, à rua de Sèvres n° 35, um estabelecimento semelhante ao de Yverdun.

Para essa empresa se associara a um dos seus tios, irmão de sua mãe, o qual era seu sócio capitalista.

No mundo das letras e do ensino, que freqüentava em Paris, Denizard Rivail encontrou a senhorita Amélia Boudet, professora com diploma de 1ª classe. Pequena, mas bem proporcionada, gentil e graciosa, rica por seus pais e filha única, inteligente e viva, ela soube por seu sorriso e predicados fazer-se notar pelo Sr. Rivail, em quem adivinhou, sob a franca e comunicativa alegria do homem amável, o pensador sábio e profundo, que aliava grande dignidade à mais esmerada urbanidade.

O registro civil nos informa que: “Amélie Gabrielle Boudet, filha de Julien-Louis Boudet, proprietário e antigo tabelião, e de Julie Louise Seigneat de Lacombe, nasceu em Thiais (Sena), aos 2 do Frimário do ano IV (23 de novembro de 1795).”

A senhorita Amélia Boudet tinha, pois, mais nove anos que o Sr. Rivail, mas na aparência dir-se-ia ter menos dez que ele, quando, em 6 de fevereiro de 1832, se firmou em Paris o contrato de casamento de Hippolyte-Léon-Denizard Rivail, diretor do Instituto Técnico à rua de Sèvres (Método de Pestalozzi), filho de Jean-Baptiste Antoine e senhora, Jeanne Duhamel, residentes em Château-du-Loir, com AmélieGabrielle Boudet, filha de Julien Louis e senhora Julie Louise Seigneat de Lacombe, residentes em Paris, 35 rua de Sèvres.

O sócio do Sr. Rivail tinha a paixão do jogo; arruinou o sobrinho, perdendo grossas somas em Spa e em Aix-la-Chapelle.

O Sr. Rivail requereu a liquidação do Instituto, de cuja partilha couberam 45.000 francos a cada um deles.

Essa soma foi colocada pelo Sr. e Sra. Rival em casa de um dos seus amigos íntimos, negociante,

que fez maus negócios e cuja falência nada deixou aos credores.

BIOGRAFIA DE ALLAN KARDEC

Longe de desanimar com esse duplo revés, o Sr. e Sra. Rivail lançaram-se corajosamente ao trabalho.

Ele encontrou e pôde encarregar-se da contabilidade de três casas, que lhe produziam cerca de 7.000 francos por ano; e, terminado o seu dia, esse trabalhador infatigável escrevia à noite, ao serão, gramáticas, aritméticas, livros para estudos pedagógicos superiores;

traduzia obras inglesas e alemãs e preparava todos os cursos de Levy-Alvarès, freqüentados

por discípulos de ambos os sexos do faubourg Saint-Germain.

Organizou também em sua casa, à rua de Sèvres, cursos gratuitos de química, física,

astronomia e anatomia comparada, de 1835 a 1840, e que eram muito frequentados.

Membro de várias sociedades sábias, notadamente da Academia Real d’Arras, foi premiado,

por concurso, em 1831, pela apresentação da sua notável memória:

Qual o sistema de estudo mais em harmonia com as necessidades da época?

Dentre as suas numerosas obras convém citar, por ordem cronológica:

Plano apresentado para o melhoramento da instrução pública, em 1828;

em 18295 , segundo o método de Pestalozzi, ele publicou, para uso das mães de família e dos professores,

o Curso prático e teórico de aritmética;

em 1831 fez aparecer a Gramática francesa clássica;

em 1846 o Manual dos exames para obtenção dos diplomas de capacidade, soluções racionais das questões e

problemas de aritmética e geometria; em 1848 foi publicado o Catecismo gramatical da língua francesa;

finalmente, em 1849, encontramos o Sr. Rivail professor no Liceu Polimático, regendo as cadeiras de Fisiologia, Astronomia, Química e Física. Em uma obra muito apreciada resume seus cursos, e depois publica: Ditados normais dos exames na Municipalidade e na Sorbona; Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas.

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