Casos de Experiências de Quase Morte EQM

Causas que originam o medo da morte a) Instinto de Conservação:

É uma lei natural, Lei Divina, portanto, o empenho em conservar a vida física.

experiências de quase morte

É a lei de conservação. Graças a ela, esforçamo-nos por evitar situações de risco e pôr-nos a salvo, resguardando a vida material. Em O Livro dos Espíritos, na pergunta 702, indaga o Sr. Allan Kardec:

“O Instinto de Conservação é uma lei da Natureza?

E obtém a resposta:

Veja:

Globo Repórter

Sem dúvida; é dado a todos os seres vivos, qualquer que seja o grau de sua inteligência; em uns ele é puramente maquinal, em outros, ele é raciocinado.”

Em O Céu e o Inferno, capítulo II, item 2: “O receio da morte é um efeito da sabedoria da Providência e uma consequência do instinto de conservação comum a todos os seres vivos.

Ele é necessário, enquanto o homem não está bastante esclarecido sobre as condições da vida futura, como contrapeso à tendência que, sem esse freio, o levaria a deixar prematuramente a vida terrestre, e a negligenciar o trabalho na Terra que deve servir para o seu próprio adiantamento.

11o Encontro Espírita sobre O Céu e o Inferno Tema: “Medo da Morte” 7 E o que é o Instinto de Conservação?

O Instinto é a força oculta que incita os seres orgânicos a atos espontâneos e involuntários, tendo em vista a sua conservação.

A Gênese, cap. III

– O Bem e o Mal,  item 11. “Com que objetivo Deus deu a todos os seres vivos o instinto de sua conservação?

Todos devem concorrer para os desígnios da Providência; foi por isso que Deus lhes deu a necessidade de viver.

E, ademais, a vida é necessária ao aperfeiçoamento dos seres; eles o sentem, instintivamente, sem disso se aperceberem.

” O Livro dos Espíritos, questão 703.

O Instinto de Conservação permite a continuidade da vida, inclusive a humana, no nosso planeta, pois é através dele que buscamos nos proteger e desenvolver mecanismos e tecnologias que prolonguem a vida corporal.

Sem este instinto, a vida pereceria com uma rapidez estrondosa.

Por exemplo, um bebê não choraria quando estivesse com fome ou algum desconforto, impedindo a utilização da reencarnação como meio de evolução para os espíritos.

Sem ele não procuraríamos a cura para os males do corpo nem o alimento que o mantém.

Diante de qualquer dificuldade, sucumbiríamos pela inércia ou pela falta de cuidado.

Portanto, como explica Kardec, o instinto de conservação é indispensável para a manutenção da vida corporal.

b) Apego à vida material: Buscamos suprir as necessidades inerentes à vida material e, em muitas ocasiões, extrapolamos. Queremos mais e mais e mais…

Exercitamos o egoísmo, a ambição, o orgulho, a indiferença e, apegando-nos aos prazeres físicos e às posses materiais, fazemos predominar em nós, espíritos, a nossa natureza material, em prejuízo da nossa verdadeira essência, a natureza espiritual.

Livro

De O Livro dos Espíritos, na nota de Kardec, à questão 941, selecionamos o trecho seguinte:

O homem carnal, mais preso à vida corporal do que à vida espiritual, tem, na Terra, penas e gozos materiais; sua felicidade está na satisfação fugidia de todos os seus desejos.

Sua alma, constantemente preocupada e angustiada pelas vicissitudes da vida, conserva-se numa ansiedade e numa tortura perpétuas.

A morte o assusta, porque duvida do seu futuro e porque deixa na Terra todas as suas afeições e todas as suas esperanças…”

11o Encontro Espírita sobre O Céu e o Inferno Tema: “

Medo da Morte” 8 Neste caso, a morte representa a perda de tudo o que importava para ele: corpo, bens, prazeres, títulos, posição social, família, amigos…

c) Conceitos religiosos ortodoxos: Temos aprendido, ao longo dos tempos, que só há uma vida; a ideia da unicidade da existência tem exacerbado em nós o anseio de gozar esta vida ao máximo, sem nos preocupar em nos aprofundar em questões transcendentais.

Além disso, a noção de continuidade da existência, após a morte do corpo, indicava-nos lugares circunscritos, onde haveria gozos ou penas com características materiais:

o Céu ou o Inferno.

De um lado, a beatitude contemplativa perpétua e a indiferença pelo sofrimento alheio; de outro lado, as horrí- veis e eternas torturas de condenados ardendo no fogo infernal sem ser consumidos.

E tudo isso, com a aquiescência de Deus, que, portanto, não admitia a possibilidade da transformação de seus filhos “pecadores”…

A partir do ano de 593, aprendemos que existia um outro lugar para onde poderíamos ir, após a morte do corpo: o Purgatório.

Local de sofrimentos mais moderados

– o fogo não era tão intenso

–  do qual os pecadores poderiam sair, não por seus esforços próprios, mas pelas preces pagas, as indulgências, de outros, ou dos próprios ainda em vida, em sua intenção.

“Uns, condenados sem remissão; outros, esperando a boa vontade dos vivos; outros, ainda, vivendo as delícias paradisíacas ad eterno… O quadro que a religião traça sobre o assunto, é preciso admitir, não é muito sedutor nem muito consolador.

Nele se veem, de um lado, as contorções dos condenados que pagam em torturas e chamas sem fim os erros de um momento, e para quem os séculos sucedem aos séculos sem esperança de alívio nem de piedade, e o que é ainda mais implacá- vel, para quem o arrependimento não produz o efeito desejado.

De outro lado, as almas abatidas e sofredoras do purgatório, que esperam sua liberdade da boa vontade dos vivos que rezarão ou farão rezar por elas, e não por seus esforços para progredir.

categorias

Essas duas categorias compõem a imensa maioria da população do outro mundo.

Acima dessas almas está o muito restrito plano dos eleitos, desfrutando, durante a eternidade, de uma beatitude contemplativa.

Essa eterna inutilidade, preferível, sem dúvida, ao nada, não deixa de ser uma fastidiosa monotonia.”

O Céu e o Inferno, 1a Parte, cap. II, item 6.

11o Encontro Espírita sobre O Céu e o Inferno Tema:

“Medo da Morte” 9 d) Receio do aniquilamento: Acabar.

Desaparecer.

É este o grande temor daqueles extremamente apegados à vida e aos prazeres materiais, que sequer cogitam das questões espirituais; é o grande temor daqueles outros que, desiludidos, inseguros, incertos de que realmente existe algo para além da morte do corpo.

Citamos, sobre isto, do capítulo II, item 4, de O Céu e o Inferno, o seguinte trecho:

O receio da morte resulta, portanto, da insuficiência de conhecimentos sobre a vida futura;

mas ele indica a necessidade de viver e o medo de que a destruição do corpo seja o fim de tudo; ele é assim provocado pelo desejo secreto da sobrevivência da alma, ainda encoberta pela dúvida

Mas o que causa este receio excessivo e muitas vezes doentio?

A vaga noção da Vida Futura.

Allan Kardec fez este questionamento aos espíritos, na questão 941 de O Livro dos Espíritos:

“O temor da morte é, para muitas pessoas, uma causa de perplexidade; de onde se origina esse temor, visto que elas têm diante de si o futuro?

É sem motivo que têm esse temor; mas, que queres?

Se procuram persuadi-las, quando jovens, de que há um inferno e um paraíso, mas que é mais certo irem para o inferno, porque lhes dizem que o que está na Natureza constitui um pecado mortal para a alma.

Então, quando se tornam adultas, se têm um pouco de juízo, não podem admitir isso e se tornam ateias ou materialistas;

é assim que são levadas a acreditar que, além da vida presente, nada mais há.

Quanto às que persistiram nas suas crenças de infância, elas temem aquele fogo eterno que deve queimá-las sem as consumir.”

O Livro dos Espíritos, questão 941.

11o Encontro Espírita sobre O Céu e o Inferno Tema:

“Medo da Morte”

10 2 – O fenômeno da morte à luz da Doutrina Espírita Já buscando a informação doutrinária, citamos, neste tópico, trechos do livro Temas da Vida e da Morte, de autoria de Manoel Philomeno de Miranda, em psicografia de Divaldo Pereira Franco, que, com muita clareza, nos elucidam as dúvidas que possamos ter a respeito.

Além destes, citamos, também, questões de O Livro dos Espíritos.

a) O que acontece com o corpo?

O envoltório material que serve de instrumento de expressão do espírito, durante sua encarnação, é reprocessado pela Natureza: “o pó retorna ao pó”. •

A transformação do ponto de vista material.

Em O Livro dos Espíritos, na pergunta 155, temos: “Como se opera a separação da alma e do corpo?

” “Sendo rompidos os elos que a retinham, ela se desprende.”

E, em Manoel Philomeno de Miranda:

“Etimologicamente, morte significa ‘cessação completa da vida do homem, do animal, do vegetal’”.

“Genericamente, porém, morte é transformação”

A morte é o fenômeno biológico, término natural da etapa física, que dá início a novo estado de transformação molecular.

A morte é ocorrência inevitável, em relação ao corpo, que, em face dos acontecimentos de vária ordem, tem interrompidos os veículos de preservação e de sustentação do equilíbrio celular, normalmente em consequência da ruptura do fluxo vital que se origina no ser espiritual, anterior, portanto, à forma física.

Biologicamente, começa-se a morrer desde quando se começa a viver, pois que as transformações celulares se dão incessantemente.

11o Encontro Espírita sobre O Céu e o Inferno Tema: “Medo da Morte”

Processo

11 b) O processo de desligamento do corpo do espírito; a imantação do espírito ao corpo.

“A desencarnação é o fenômeno de libertação do corpo somático por parte do Espírito, que, por sua vez, se desimanta dos condicionamentos e atavismos materiais, facultando a si mesmo liberdade de ação e de consciência

A desencarnação real ocorre depois do processo da morte orgânica, diferindo em tempo e circunstância, de indivíduo para indiví- duo

A desencarnação pode ser rápida, logo após a morte, ou se alonga em estado de perturbação, conforme as disposições psíquicas e emocionais do ser espiritua

Tendo-se em vista que o homem procede do mundo espiritual.

A morte é o veículo que o reconduz à origem, onde cada qual ressurge com as características definidoras das suas conquistas.

Morrer é, portanto, muito fácil, isto é, interromper o ciclo orgânico, o que, entretanto, não significa deixar de viver, desde que, indestrutível, a vida ressurge sob outro aspecto, sem que haja cessação do seu curso, ou outra qualquer forma de aniquilamento…”

Encerrando a vida biológica apenas, a morte, na condição de hábil cirurgiã, interrompe somente os laços que prendem o Espírito ao corpo físico, dependendo daquele a liberação emocional deste último.”

c) A transformação do ponto de vista espiritual. •

O estado de perturbação.

Em O Livro dos Espíritos, na questão 163, temos: “A alma, ao deixar o corpo, tem imediatamente consciência de si mesma?

Consciência imediata não é bem o termo; ela fica durante algum tempo em perturbação.

11o Encontro Espírita sobre O Céu e o Inferno Tema: “Medo da Morte”

12 E ainda, na questão 159:

“Que sensação experimenta a alma, no momento em que se reconhece no mundo dos espíritos?

Isso depende; se fizeste o mal com o desejo de praticá-lo, no primeiro momento, tu te sentirás envergonhado de tê-lo feito.

Para o justo, é bem diferente: ela fica como que aliviada de um grande peso, pois não teme nenhum olhar perscrutador.”

Complementando com a questão 165:

O conhecimento do Espiritismo exerce uma influência sobre a duração, mais ou menos longa, da perturbação?

Uma influência muito grande, visto que o Espírito compreendia, antecipadamente, a sua situação; porém, a prática do bem e a consciência pura são o que tem maior influência.

E em Manoel Philomeno de Miranda:

Como efeito da conduta moral e das aspirações a que se vincula o Espírito, o seu estado de perturbação após a morte do corpo perdura por breve ou largo tempo, fenômeno natural quanto lógico.

” “Quase todos os desencarnados experimentam a turbação que sucede ao desprendimento da matéria.

A intensidade e o prazo variam conforme as condições de cada um.”

As pessoas que viveram para o prazer, usufruindo sensações e gozos desenfreados, recusam-se a compreender a ocorrência libertadora, já que prosseguem fixados aos sentidos e apetites a que se vincularam, sofrendo inenarráveis angústias por não serem atendidos nos hábitos antigos, mesmo que se esforcem até quase à exaustão.”

Outros indivíduos, que eliminaram da mente qualquer possibilidade de sobrevivência ao cadáver, hibernam-se experimentando inconcebíveis pesadelos que decorrem dos fenômenos biológicos em contínua transformação e que neles se impõem por tempo indeterminado.”

11o Encontro Espírita sobre O Céu e o Inferno Tema: “Medo da Morte”

13 “Os que foram arrebatados por morte violenta, por imprevidência, precipitação ou desleixo, em atos suicidas, continuam imantados aos despojos putrescíveis por muito tempo.”

“Todo e qualquer hábito longamente cultivado impregna o indivíduo, que se lhe submete, mesmo quando dele deseja libertar-se.” d) O estado de lucidez – reconhecimento da condição de espírito imortal.

“O conhecimento da vida espiritual e as ações edificantes, trabalhando o metal do caráter humano, são o passaporte e a passagem que facultam a viagem feliz, com uma chegada ditosa, sem embaraço ou impedimento na travessia da aduana da morte.”

“Morrer é desnudar-se diante da vida, é verdadeira bênção que traz o Espírito de volta ao convívio da família de onde partiu…”

(Grifo nosso.) “O homem deve sempre reservar alguns momentos diários para meditar a respeito da viagem de volta e, conscientemente, reunir a valiosa bagagem que irá conduzir, única de que se poderá utilizar ao transpor a fronteira do mundo físico.”

Temas da Vida e da Morte, Manoel P. de Miranda Capítulos:

“Temor da Morte”; “Morte e Desencarnação”; “Processo Desencarnatório”; “Perturbação no Além-Túmulo”.

3 – Os mortos nunca voltaram para contar?

É muito comum ouvir-se de pessoas descrentes na continuidade da vida, que se rotulam como materialistas, ateias, ou que simplesmente não querem “esquentar a cabeça”, a afirmativa de que os mortos nunca voltaram para contar.

O livro O Céu e o Inferno põe-na por terra.

Pleno de depoimentos de espíritos desencarnados, nas mais diversas condições evolutivas, registros de grande valia para nosso esclarecimento, lições de vida, solidificando em nós a certeza de que somos espíritos imortais,

filhos queridos de Deus, em caminhada evolutiva; ora num corpo material, ora fora dele. E quantos mortos continuam vindo nos contar, nos falar de sua situação boa ou má, exortando-nos a fazer o melhor de nós, buscando agir de conformidade com a Lei de Deus?

Facebook Comments

Deixe uma resposta