Francisco Cândido Xavier ou Chico Xavier nasceu no dia 2 de abril

 

 

Francisco Cândido Xavier, nasceu no dia 2 de abril

nasceu em Pedro Leopoldo, no dia 2 de abril de 1910, médium, filantropo e um dos mais importantes expoentes do Espiritismo.

Chico Xavier psicografou mais de 450 livros, tendo vendido mais de 50 milhões de exemplares e sendo o escritor brasileiro de maior sucesso comercial da história, mas sempre cedeu todos os direitos autorais dos livros, em cartório, para instituições de caridade.

Francisco Cândido Xavier

Também psicografou cerca de dez mil cartas, nunca tendo cobrado algo ao destinatário.

Seus empregos foram vendedor, tecelão e datilógrafo.

O legado do médium ultrapassa as barreiras religiosas e ele é reconhecido como o maior

“líder espiritual”

do Brasil, sendo uma das personalidades mais admiradas e aclamadas no país e ressaltado principalmente por um forte altruísmo.

Vem recebendo grandes homenagens e honrarias, por exemplo:

Em 1981 e 1982 foi indicado ao prêmio Prêmio Nobel da Paz, tendo seu nome conseguido cerca de 2 milhões de assinaturas no pedido de candidatura;

em 2012 ele foi eleito O Maior Brasileiro de Todos os Tempos, em um concurso homônimo realizado pelo SBT e pela BBC, cujo objetivo foi “eleger aquele que fez mais pela nação, que se destacou pelo seu legado à sociedade”.

Infância

Nascido no seio de uma família humilde, teve oito irmãos e era filho de João Cândido Xavier, um vendedor de bilhetes de loteria, e de Maria João de Deus, uma lavadeira católica, ambos analfabetos. Segundo biógrafos, a mediunidade de Chico teria se manifestado pela primeira vez aos quatro anos de idade, quando ele respondeu ao pai sobre ciências, durante conversa com uma senhora sobre gravidez. Ele dizia ver e ouvir os espíritos e conversar com eles.[carece de fontes]

Os abusos da madrinha

A mãe faleceu quando Francisco tinha apenas cinco anos de idade. Incapaz de criá-los, o pai distribuiu os nove filhos entre a parentela. Nos dois anos seguintes, Francisco foi criado pela madrinha e antiga amiga de sua mãe, Rita de Cássia, que logo se mostrou uma pessoa cruel, vestindo-o de menina e batendo-lhe diariamente, inicialmente por qualquer pretexto e, mais tarde, sob a alegação de que o “menino tinha o diabo no corpo”.[carece de fontes]

Não se contentando em açoitá-lo com uma vara de marmelo, Rita passou a cravar-lhe garfos de cozinha no ventre, não permitindo que ele os retirasse, o que ocasionou terríveis sofrimentos ao menino. Os únicos momentos de paz que tinha consistiam nos diálogos com o espírito de sua mãe, com quem se comunicava desde os cinco anos de idade.[25] O menino viu-a após uma prece, junto à sombra de uma bananeira no quintal da casa. Nesses contatos, o espírito da mãe recomendava-lhe “paciência, resignação e fé em Jesus”.[carece de fontes]

A madrinha ainda criava outro filho adotivo, Moacir, que sofria de uma ferida incurável na perna.

Rita decidiu seguir a simpatia de uma benzedeira, que consistia em fazer uma criança lamber a ferida durante três sextas-feiras em jejum, sendo a tarefa atribuída ao pequeno Francisco.

Revoltado com a imposição, Francisco conversou novamente com o espírito da mãe, que o aconselhou a

“lamber com paciência”.

O espírito explicou-lhe que a simpatia “não é remédio, mas poderia

aplacar a ira da madrinha”, esta sim passível de colocar em risco

a sua vida. Os espíritos se encarregariam da cura da ferida.

De fato, curada a perna de Moacir, Rita de Cássia melhorou

o tratamento dado a Francisco.

A madrasta

O seu pai casou-se novamente e a nova madrasta, Cidália Batista, exigiu a reunião dos nove filhos.

Francisco tinha então sete anos de idade.

O casal teve ainda mais seis filhos. Por insistência da madrasta, o menino foi matriculado na escola pública.

Nesse período, o espírito de Maria João parou de manifestar-se.

O jovem Francisco, para ajudar nas despesas da casa, começou a trabalhar vendendo os legumes da horta da casa.

Na escola, como na igreja, as faculdades paranormais de Francisco continuaram a causar-lhe problemas.

Durante uma aula do 4º ano primário, afirmou ter visto um homem, que lhe ditou as composições escolares, mas ninguém lhe deu crédito e a própria professora não se importou.

Uma redação sua ganhou menção honrosa num concurso estadual de composições escolares comemorativas do centenário da Independência do Brasil, em 1922.

Enfrentou a descrença de colegas, que o acusaram de plágio, acusação essa que sofreu durante toda a vida.

Desafiado a provar os seus dons, Francisco submeteu-se ao desafio de improvisar uma redação (com o auxílio de um espírito) sobre um grão de areia, tema escolhido ao acaso, o que realizou com êxito.

Porque a madrasta Cidália pediu a Francisco que consultasse o espírito

da falecida mãe dele sobre como evitar que uma vizinha

continuasse a furtar hortaliças e esta lhe disse para torná-la

responsável pelo cuidado da horta, conselho que, posto em prática, levou ao fim dos furtos.

Assustado com a mediunidade do jovem, o seu pai cogitou em interná-lo.[carece de fontes]

O padre Scarzelli examinou-o e concluiu que seria um erro a internação,

tratando-se apenas de “fantasias de menino”.

Scarzelli simplesmente aconselhou a família a restringir-lhe as leituras

(tidas como motivo para as fantasias)

e a colocá-lo no trabalho.

Francisco, então, ingressou como operário

mas apesar em uma fábrica de tecidos, onde foi submetido à rigorosa disciplina

do trabalho fabril, que lhe deixou sequelas para o resto da vida.

No ano de 1924, terminou o antigo curso primário e não mais voltou a estudar.

Mas mudou de trabalho, empregando-se como caixeiro de venda, ainda em horários extensos.

Apesar de ainda católico devoto e das incontáveis penitências

e contrições prescritas pelo padre confessor, não parou de ter visões e nem de conversar com espíritos.

Fonte: https://pt.wikipedia.org

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