Manual de Como Proceder Para Ter um Bom Desencarne

Manual de Como Proceder. A libertação da alma e do corpo se opera gradualmente e com uma lentidão variável, segundo os indivíduos e as circunstâncias da morte.  

Manual de Como Proceder para o Resgate Espiritual, Após seu Falecimento…

a alma precisa de algum tempo para se reconhecer, porque está meio atordoada, e noestado de um homem saindo de sono profundo e que procura inteirar-se da sua situação.  

O Manual de Como Proceder traz a lucidez das ideias e a memória do passado lheretornam à medida que se desfaz a influência da matéria da qual acaba de se libertar, e que se dissipa a espécie de bruma que obscurece seus pensamentos.  

Veja:

A perturbação Manual de Como Proceder

Para aquele cuja consciência não é pura e que está mais preso à vida corporal que à espiritual, o Manual de Como Proceder previne que ela é cheia de ansiedade e de angústias que aumentam à medida que ela se reconhece;  

Nota: Estas respostas, e todas aquelas relativas à situação da alma depois da morte ou durante a vida, não são o resultado de uma teoria ou de um sistema, mas de estudos diretos feitos sobre milhares de indivíduos observados em todas as fases e em todos os períodos da sua existência espiritual, desde o mais baixo até o mais alto grau da escala, segundo seus hábitos durante a vida terrestre, o gênero de morte, etc.  

é um erro, uma vez que são precisamente os que lá se encontram que vêm dela nos instruir, e Deus o permite hoje mais que em nenhuma outra época, como última advertência dada à incredulidade e ao materialismo.  

Manual de Como Proceder As faculdades perceptivas

As faculdades perceptivas da alma são proporcionais à sua depuração;  

Elas não teriam nenhum caráter distintivo, e a do criminoso estaria no mesmo plano da do homem de bem, do que resultaria que não se teria nenhum interesse em fazer o bem.  

individualidade da alma foi posta a descoberto de uma maneira, por assim dizer, material, nas manifestações espíritas, pela linguagem e as qualidades próprias de cada uma;  

uma vez que elas pensam e agem de uma maneira diferente, que umas são boas e outras más, umas sábias e outras ignorantes, umas querem o que outras não querem, isso é a prova evidente de que elasnão estão confundidas num todo homogêneo, sem falar das provas patentes que nos dão de terem animado tal ou tal indivíduo sobre a Terra.  

Certas pessoas Manual de Como Proceder

Nota: Certas pessoas crêem fugir à censura de materialismo admitindo um princípio_inteligente universal do qual absorvemos uma parte ao nascer, o que constitui a alma, para devolvê-la depois da morte à massa comum onde ela se confunde como as gotas d’agua no Oceano.  

Esse sistema, espécie de transação, não merece o nome de espiritualismo, comum do todo universal equivaleria ao nada, uma vez que aí não haveria mais individualidades.  

estado da alma varia consideravelmente segundo o gênero de morte, mas, sobretudo, segundo a natureza dos hábitos que teve durante a vida.  

Um fenômeno mais ou menos constante, em semelhante caso, é a persuasão em que se acha de não estar morto, e essa ilusão pode durar vários meses e mesmo vários anos.  

O Livro dos Espíritos 

(O Livro dos Espíritos, nº 165 – Revista Espírita, 1858, página 166: O suicida da Samaritaine – Idem, 1858, página 326: Um espírito no enterro do seu corpo – Idem, 1859, página 184: O Zuavo de Magenta – Idem, 1859, página 319: Um Espírito que não se crê morto – Idem, 1863, página 97: François Simon Louvet).  

ela erra no espaço e, o mais freqüentemente, no meio daqueles que conheceu, e sobretudo daqueles que amou, podendo se transportar instantaneamente a distâncias imensas.  

Dependendo da sua elevação e da natureza dos seus trabalhos, a alma conserva a lembrança do que fez sobre a Terra, se interessa pelos trabalhos que deixou inacabados.  

alma não somente reencontra, no mundo dos Espíritos, os parentes e amigos que a precederam, mas reencontra aí muitos outros que havia conhecido nas suas precedentes existências.  

Privação do reencontro 

Entretanto, a privação do reencontro com as almas mais queridas, algumas vezes, é uma punição para as almas culpadas.  

mesma pergunta podendo ser feita sobre o estado intelectual da alma dos cretinos, dos_idiotas_e_dos_loucos, depois da morte, encontra sua solução na precedente.  

Segundo a máxima do Cristo, de que cada um é punido ou recompensado segundo suas obras, seria, tanto ilógico como contrário à justiça de Deus admitir-se que, sem trabalho, ela fosse chamada a gozar da felicidade perfeita dos anjos, ou que pudesse disso ser privada, e, todavia, ela deve ter uma sorte qualquer;  

Interrompida uma existência desde o seu princípio, não podendo ter, pois, nenhuma conseqüência para a alma, sua sorte atual é a que merecia na sua precedente existência, e sua sorte futura aquela que merecerá nas suas existências ulteriores. 

As almas progridem intelectual  

As almas progridem intelectual e moralmente, depois da morte, mais ou menos segundo sua vontade, e algumas progridem muito, mas têm necessidade de porem em prática, durante a vida corporal, o que adquiriram em ciência e em moralidade.  

(Revista Espírita, 1858, página 82: A rainha de Oude – Idem, página 145: O Espírito e os herdeiros – Idem, página 186: O tambor da Béresina – Idem, 1859, pág 344: Um antigo carreteiro – Idem, 1860, página 325: Progresso dos Espíritos – Idem, 1861, página 126: Progresso de um Espírito perverso).  

fixação irrevogável da sorte do homem depois da morte seria a negação absoluta da justiça e da bondade de Deus,

porque há muitosque não dependeram de si mesmos para se esclarecerem suficientemente, sem falar dos idiotas, dos

cretinos e dos selvagens, e das inumeráveiscrianças que morrem antes de terem entrevisto a vida.  

Só o fato da diversidade da duração da vida, e do estado moral da grande maioria dos homens, prova a impossibilidade,

se se admite a justiça de Deus, de que a sorte da alma seja irrevogavelmente fixada depois da morte.  

A Igreja, hoje 

A Igreja, hoje, reconhece perfeitamente que o fogo do Inferno é um fogo moral e não um fogo material, todavia, não

define a natureza_dos_sofrimentos.  

por esse meio, nós podemos apreciá-los e nos convencer de que, por não ser o resultado de um fogo material, que não

poderia queimar, com efeito, almas imateriais, eles não são menos terríveis em certos casos.  

Essas penas não são uniformes e variam ao infinito, segundo a natureza e o grau das faltas cometidas, e são, quase

sempre, essas própriasfaltas que servem ao castigo.  

assim que certos homicidas são constrangidos a permanecerem sobre o lugar do crime e a ter, sem cessar, suas vítimas

sob seus olhos;  

Ser humilhado 

 

Terra, como dissemos, é um lugar de exílio e de expiação, um purgatório, para os Espíritos dessa natureza, e no qual

depende de cada um não retornar, melhorando-se bastante para merecer ir a um mundo melhor (O Livro dos Espíritos, nº

237: Percepções, sensações e sofrimento dos Espíritos – Idem, livro Quarto: Esperanças e consolações;  

penas e gozos futuros – Revista Espírita, 1858, página 79: O assassino Lemaire – Idem, 1858, página 166: O suicida

da Samaritaine – Idem, 1858, página 331: Sensações dos Espíritos – Idem, 1859, página 275: O pai Crépin – Idem, 1860,

página 61: Estelle Régnier – Idem, 1860, página 247: O suicida da rua Quincampoix – Idem, 1860, página 316: O castigo –

Idem, 1860, página 325: Entrada de um culpado no mundo dos Espíritos – Idem, 1860, página 384: Castigo do egoísta –

Idem, 1861, página 53: Suicídio de um ateu – Idem, 1861, página 270: A pena de talião).  

é nesse sentido que se pode abreviar sua pena se, por sua vez, ela secunda pela sua boa vontade (O Livro dos Espíritos,

nº 664 – Revista Espírita, 1859, página 315: Efeitos da prece sobre os Espíritos sofredores).  

Depois da morte, a diferença entre a alma do sábio e do ignorante, do selvagem e do homem civilizado, é a mesma

diferença, aproximadamente, que existe entre eles durante a vida, porque a entrada no mundo dos Espíritos não dá à

alma todos os conhecimentos que lhe faltavam sobre a Terra.  

Assistência antes e depois 

A assistência aos moribundos é de extremo valor para a alma antes e depois do desencarne, pois ela contribui muito para

duas coisas fundamentais: em primeiro lugar, evitar que a alma fique presa a Terra após o desencarne, e, em segundo

lugar, possibilitar uma passagem tranquila para a alma.  

primeira medida que podemos tomar, ao ter contato com alguém próximo que esteja prestes a desencarnar, é conversar

com essa pessoa sobre a resolução de todas as suas principais pendências humanas.  

Por exemplo, se o moribundo estiver preso a mágoa com relação a alguém, é preciso mostrar a ele o quanto esse

sentimento pode lhe ser prejudicial após a morte.  

No caso de se tratar de alguém aberto a espiritualidade, é possível mencionar que alguns espíritos podem ficar tão

apegadas a suas mágoas e a outros sentimentos que frequentemente ficam presos a Terra, se ligando a um encarnado, e

passando a ele toda uma carga de sentimentos negativos e até doenças.  

 O espírito preso 

Além disso, o espírito preso a emoções inferiores pode tentar prejudicar aqueles que, em vida, supostamente o fizeram

mal.  

Por estar preocupada com o filho, ela pode se recusar a seguir ao plano espiritual superior e permanecer no nível da

Terra, tentando “ajudar” esse filho em suas problemáticas do dia a dia.  

Aqui é preciso dizer que a mãe nesse estado errático em nada contribui com seu filho, muito pelo contrário: pode

prejudica-lo de diversas formas, até mesmo criando doenças a ele, bloqueando seu profissional, travando seus

relacionamentos, etc.  

segunda medida a se realizar a fim de prestar o auxilio necessário as almas prestes a desencarnar é descrever passo a

passo as etapas do pós-morte.  

Esse é o primeiro sinal de que houve o desenlace e que não temos mais um envoltório material, pois agora somos almas

ou espíritos eternos em estado de passagem a nossa nova morada espiritual.  

Antes de se cruzar esse portal espiritual, ainda é possível aquela alma o retorno ao plano físico para a continuidade de

sua jornada humana desta vida.  

Isso ajuda a alma recém-desencarnada a se sentir segura num estado espiritual que ainda não lhe é familiar, colaborando

com sua adaptação no outro lado da vida.  

É bom dizer ao moribundo que ele poderá rever pessoas que ele ama e que se encontrarão com ele após a morte, pois

isso provavelmente o acalmará e o fará ver a morte sob outra perspectiva.  

Outra etapa 

Outra etapa do pós-morte é a revisão de toda a nossa atual existência terrena.  

Todos os atos bons ou ruins praticados aparecerão com toda a força e vivacidade diante de nós, como se fosse um filme

passando;  

e aquele que semeou o ódio, a discórdia, o medo, o orgulho, o egoísmo, a vaidade, etc, só encontrará a infelicidade e o

vazio espiritual.  

Esse “perecer pela espada”, tal como disse Jesus, não deve ser encarado apenas no seu sentido material, como se um

guerreiro que matou milhares com uma espada deverá morrer com um golpe de espada.  

importante mencionar que pessoas que praticaram o mal durante a vida podem se assustar com a revelação de que seus

atos aparecerão diante de si de uma forma nua e crua.

Aqui podemos 

Aqui podemos dizer que, mesmo 1000 anos de guerras podem ser amenizados com apenas 1 minuto do verdadeiro

arrependimento, aquele que vem de dentro, do mais profundo do nosso ser.  

É possível fazer nos minutos finais de nossa vida física tudo aquilo que em vários anos não fizemos, principalmente no

que diz respeito aos nossos entes queridos.  

Deixar o amor prevalecer diante do orgulho, do egoísmo, e amar incondicionalmente, soltando-se de todos os nossos

bloqueios, mágoas, culpa, etc, é condição sine qua non para uma boa morte.  

No caso da pessoa se recusar a perdoar, a se arrepender ou a se desprender de suas contingências humanas, devemos

respeitar seu livre arbítrio e permitir que ela viva as experiências que está escolhendo.  

O processo do arrependimento e do perdão ajuda não apenas a se conseguir uma transição tranquila, mas também a

evitar problemas em vidas futuras.  

Por outro lado, é importante pedir a pessoa, caso ela esteja consciente e bem mentalmente, que faça uma reflexão sobre

a sua vida, com seus erros e acertos.  

A reflexão sobre nossos erros ajuda também no desenlace e no processo de purificação que o momento da morte exige.  

Outro ponto 

Outro ponto fundamental da assistência pré-morte é falar com o moribundo sobre a luz espiritual.  

Pessoas que vivenciaram as chamadas “experiências de quase morte” contam que ser iluminado por essa luz é sentir uma

felicidade impossível de descrever, algo que na matéria somos totalmente inaptos a experimentar.  

Todos nós ansiamos, mesmo sem admitir conscientemente, a essa felicidade e paz espirituais durante toda a nossa vida,

o grande problema é que sempre a buscamos nos lugares errados, com pessoas, com coisas, com situações que

erroneamente cremos que podem nos proporcionar tal felicidade.  

Caso eles não sigam a luz, provavelmente ficarão aprisionados no nível da crosta terrestre, e continuarão participando dos

eventos do mundo, presos e apegados ao que já se foi.  

Mas se a pessoa estiver mais preocupada com o filho, com o marido, com o emprego, com os prazeres materiais, ou com

qualquer outra questão humana, ela perderá a chance de se elevar a luz espiritual, e ficará vagando na Terra como um

fantasma a procura de um corpo para continuar usufruindo dos prazeres materiais ou para tentar resolver assuntos

pendentes que não são mais passíveis se solução.  

Outra questão importante de ser dita aqui é o fato de que, muitas vezes, a família acaba prendendo a pessoa a um corpo

físico já extremamente debilitado apenas por apego.  

No entanto, a família continua insistindo para que a pessoa fique, seja por palavras, seja pelo magnetismo de todos, seja

por procedimentos médicos que vão apenas adiar o inevitável.  

Logo após a reconciliação, a pessoa pode vir a desencarnar, pois ela estava apenas esperando, em seu corpo físico, por

esse momento para poder se despedir da vida física.  

Após a morte física  

Após a morte física do nosso ente querido ou amigo, um bom procedimento que pode ser realizado pelo assistente é

visualizar aquela pessoa envolta em luz, mas isso deve ser feito apenas uma vez, ou duas no máximo.  

Nesse momento, é necessário que haja um desprendimento daquele que realiza esse trabalho mental, posto que se

estivermos ainda apegados a pessoa em sua forma humana, teremos dificuldades de encaminha-la para a Luz.  

Nesse sentido, é preciso confiar nas leis divinas e na perfeição do cósmico, pois é certo que a pessoa que passa a outro

plano jamais estará desassistida.  

Não podemos esquecer que existe toda uma plêiade de seres espirituais ligados ao Bem universal que prestam toda a

assistência aos recém-chegados, e que qualquer preocupação de nossa parte é coisa vã.  

Após a mentalização da pessoa, agora um espírito, sendo encaminhada para a luz branca, devemos voltar a nossa vida

habitual, a nossa rotina, e permitir que o espírito viva sua nova fase.  

Ficar toda hora orando para a pessoa, além de ser um sinal de dependência emocional, pode representar também um

total desperdício, pois se a pessoa já está na luz, ela não precisa a todo momento de nossas orações.

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