PALESTRA EXTRATERRESTRE SHELLYANA 12/12/2018

PALESTRA EXTRATERRESTRE SHELLYANA. Espiritismo e Extraterrestres

PALESTRA EXTRATERRESTRE SHELLYANA

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Por Hugo Lapa
Quando comecei a pesquisar a relação entre ufologia espiritual e o Espiritismo, comecei a perceber como é difícil associar duas formas de conhecimento espiritual distintas. Muitos líderes do movimento espírita não gostam de usar a palavra extraterrestre dentro dos centros, e nem mesmo aceitam a presença de seres de outros planetas nas sessões mediúnicas. Visto se tratarem de seres muito antigos e sábios, qual seria o impedimento para uma manifestação extraterrestre num centro espírita?

Apesar do Espiritismo falar claramente sobre a pluralidade dos mundos habitados, o contato com os extraterrestres raramente são levados a sério. Alguns adeptos do movimento espírita chegam ao ponto de afirmar que aparições de seres do espaço, humanoides e não humanoides, são espíritos obsessores disfarçados de extraterrestres. Seu objetivo seria confundir os seres humanos, distorcer o conhecimento, criar seitas de ufolatria e desviar as pessoas do progresso espiritual. Como já mencionamos anteriormente nesta obra, há abundantes evidências da existência de seres extraterrestres como seres físicos, com naves e tecnologia superior.

O Espiritismo é uma doutrina cristã por excelência. O livro “Evangelho Segundo o Espiritismo” forma a base dos seus ensinamentos cristãos. As palavras de Jesus, seus pensamentos e idéias, tal como expressos no Novo Testamento, são uma orientação essencial para a doutrina espírita. O único ensinamento de Jesus que, se bem interpretado, pode revelar algo sobre a vida extraterrestre é a famosa frase que diz “Na casa de meu Pai há muitas moradas”.

Espíritas e não espíritas acreditam firmemente que Jesus estava se referindo aos diferentes planetas do universo.
Mas talvez não sejam apenas os planetas a abrigar vida, é possível que outros corpos celestes tenham essa mesma função, algo desconhecido da ciência da Terra. É possível que as estrelas, incluindo nosso sol, sejam uma “morada” para seres de ordem espiritual mais elevada. Os habitantes das estrelas, provavelmente, não ficam restritos a sua superfície como ficam os terráqueos à Terra, presos pela força da gravidade e pelo peso de sua condição corpórea. Dizem que os habitantes solares vivem em outra dimensão, além do plano material.

O Espiritismo é, provavelmente, a teoria mais antiga que aceita integralmente a existência extraterrestre. Os ensinamentos espíritas são bem claros a esse respeito: miríades de seres estariam povoando todo o conjunto do universo. Esse superpovoamento, pregado pelo francês Alan Kardec, chega a ocupar todos os espaços do cosmos.

Segundo os espíritos que teriam transmitido a doutrina espírita, em todos os globos do universo existem seres de variados graus de progresso espiritual. Dos mundos inferiores aos mundos superiores, a criação divina não admite espaço vazio, ou zonas despovoadas e sem qualquer utilidade para a inteligência suprema. A inutilidade é uma idéia contrária a própria natureza divina, em sua infinita perfeição e sabedoria.

Em “O Livro dos Espíritos”, as mensagens quanto à existência de vida inteligente fora da Terra são expostas nas questões 55 a 59: “Há vida em todos os globos que se movem no espaço”. Deus, em sua infinita sabedoria, jamais poderia ter criado os mundos para nada servirem; para se tornarem grandes massas sólidas de matéria que giram no espaço e nada produzem de útil. Para que a providência se cumpra, é necessário que existam seres habitando os mundos, e que neles sejam realizados os propósitos divinos, que, em essência, é a evolução dos espíritos – pelos seus próprios méritos – rumo à perfeição. Essa ideia é conhecida no Espiritismo de “Pluralidade dos Mundos Habitados”, que é o nome do capítulo de “O Livro dos Espíritos” que fala a esse respeito.

De acordo com o Espiritismo, como seria a forma dos seres de outros planetas? O Livro dos Espíritos menciona sobre as constituições físicas de cada mundo. Essa constituição varia de um mundo a outro e obedece ao nível de adiantamento moral de um globo (planeta). Isso significa que, quanto maior o grau de progresso alcançado, maior o embelezamento da forma física desses seres. Por outro lado, quanto mais degradado moral e espiritualmente é uma civilização, menor será sua beleza física.

Essa idéia está ligada a teoria da beleza do Espiritismo. Essa teoria proclama que a evolução moral e espiritual de uma raça acompanha e influencia no seu grau de embelezamento. Uma constituição animalizada, com traços grosseiros, pode indicar uma forma onde os instintos prevaleçam sobre a inteligência, o caráter e a moral. Por outro lado, uma forma refinada, leve, com traços finos, demonstraria uma evolução moral. Esse pensamento de Kardec foi considerado racista por muitos, pois colocaria os negros como inferiores no campo moral.

Fonte: hugolapa.wordpress.com

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