Psicografia de Domingos Montagner

Psicografia Atribuida a Domingos Montagner

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A água transportou-me a vida nova

Querido Irmão Francisco, povo brasileiro,
Vocês me pedem explicação pelo que me aconteceu todas as noites,
Ainda me acho um tanto perplexo,
A considerar que deixei vocês a pouco tempo.
Não fosse tanta ajuda por parte de tanta gente,
Principalmente nossa mãe Romilda,
Nesta noite, não teria condições de escrever coisa alguma.
Primeiro, não consigo acalmar meu coração como devia,
A estremecer de tanta saudade,
e tanta informação que aqui hoje venho recebendo também.
Quando saí a passeio com a Camila,
Uma amiga,
apenas uma amiga,
que jamais tivemos pensamentos maliciosos e desrespeitosos,
Só levava alegria e vontade de viver,
De repente me vi sem forças sendo tragado pela água.
Não consegui lutar e eu sabia o porque.
Sabia que não teria condições de pedir ajuda a Camila,
Pois sabia de algum modo
Que poderia prejudicá-la,
E o que me aconteceu pode
Se chamar simplesmente de casualidade.
Casualidade da vida,
momentos em um dia que se conjugam.
Peças que se juntam,
e formam uma figura,
Chamada desenlace aqui,
E morte a vocês, aí na terra.
Acordei de manhã, num dia que sabia
Que o ritmo seria frenético.
Várias cenas da novela seriam gravadas,
Comi pouco e comi rápido,
E passei a manhã com algumas dores estomacais,
Mas prossegui no trabalho.
Porém, um hábito simples do local,
Um hábito simples do sertanejo local,
Foi mais uma peça colocada nesse quebra cabeça,
O hábito do sertanejo de tomar uma cachacinha,
Uma pinguinha, antes do almoço,
Para abrir o apetite,
Era mais uma peça.
Como sentia dores estomacais pequenas,
Estômago cheio, me faltava apetite,
Sabia que não poderia almoçar mais tarde,
Então resolvi abrir o apetite com o hábito local.
Tomar a famosa cachacinha antes do almoço,
Tão famosa na região, e almocei.
A junção de tudo isso,
foi um alavancamento de minha pressão,
Sentia um calor, suava,
e ao mesmo tempo meu peito já
Acelerava, pois a junção de tudo isso,
Montava-se um quebra cabeça trágico a todos vocês.
Decidi ali, que um banho me faria bem,
Já havíamos combinado,
E reforcei a ideia com a Camila,
Pois aquilo me faria bem,
Não demonstrei,
ou reclamei qualquer dor,
Estava feliz, acima de tudo,
Mas estava passando mal.
Não sou médico,
sempre fui um artista.
Não poderia saber que mais esforço físico,
Culminaria no que me aconteceu,
Que relatarei a seguir:

Quando pulei na agua,
Senti que alguma coisa havia mudado.
Já não sentia calor,
Eu sentia frio,
Muito frio e já me faltava forças para falar,
Era uma mudança de estado que não poderia entender.
Resolvi nadar mais um pouco,
Chamei a Camila para nadarmos mais um pouco,
Não tão longe das pedras que pulamos,
E foi a última peça que coloquei nesse quebra cabeça,
E a imagem estava formada,
Chamava-se morte, meu desenlace.
Com a dificuldade de digestão do que comi de manhã,
Acúmulo da pinguinha que alavancou minha pressão,
E mais o almoço, a indigestão foi abrupta,
E a pressão alavancou, e posteriormente,
Despencou com o esforço físico na água.
Já era um sinal que a oxigenação do meu cérebro era pouca,
E estava perdendo as forças,
Não vi condições de voltar para a margem.
Mal conseguia falar,
Não tinha forças,
E muito menos condições de voltar.
Quando vi, uma pancada,
como um pesadêlo
A nos abrir em um mundo totalmente estranho,
Como se dormíssemos,
e passássemos a sonhar
Até a separação do corpo,
E de um corpo pesado.
Não sei quem me socorreu aqui,
Vi apenas que me atendiam médicos e enfermeiras,
Achei, por um minuto, que estava salvo,
Que estava em hospital da terra.
Só mais tarde,
vim a saber que já não estava mais entre vocês.
E meu primeiro pensamento foi em vocês,
Em meu filho Léo, Antônio e Dante,
E minha esposa com três filhos pequenos,
Que teria a responsabilidade de cria-los sozinha.
Nunca pensei de imediato que promulgaria-se
A ideia de traição, tanto por minha parte,
Ou parte da Camila.
Pois você, minha querida Lu,
Meu bem, você sabe que cometi muitas falhas.
Mas não agora, não nesse momento,
Não naqueles dias.
Fiquei sabendo aqui,
e agora a pouco, pelo médium.
E coincidências a parte, meu irmão, chama-se Antônio,
Aí para vocês tambem, nome de meu filho.
O rio que fez a minha passagem chama-se Francisco.
O teu nome, nada disso, são coincidências.
Tudo tem um propósito programado,
E hoje faço parte dêste propósito.
Não falaremos mais deste acontecimento sombrio hoje,
Ninguém vai mudar a nossa situação,
Não agora e não aí.
Fiquei muito feliz em saber que me enterraram ao lado de nossos pais.
Chico, nossa mãe está aqui presente comigo.
E, ela já consegue ve-lo em lágrimas,
Sinto tanto ter lhe causado mais essa dor,
Pois, após a morte de nossos pais,
nos unimos tanto.
Ficamos mais próximos,
Mas era a vontade de Deus.
A você, peço, gentilmente,
que sempre olhe pelos meus filhos.
E transforme suas dúvidas em boas ações,
A facilidade da minha transição se deu devido aos risos
Que consegui tirar na terra, quando era palhaço.
Fui muitas coisas, construi muitas,
Errei, mas acertei muito.
Uma vida construtiva nunca é perdida,
É sempre guardada, e graças a Deus, consegui muitas coisas,
E você minha esposa querida, Lu, suas preces, suas dúvidas,
São sempre ouvidas pelo pai,
e ele te acalenta, diga a nossos filhos,
que o pai deles existe,
O pai deles não morreu, pois a morte não existe,
Existe uma viagem, e que os olharei
e tenho certeza que todos tomarão o caminho certo,
pois serão criados por você, Lu, forte mãe guerreira,
mulher guerreira.
Ao povo brasileiro, digo-lhes,
A água me transportou a vida,
A verdadeira vida,
Neste momento,
o médium que psicografa esta carta me interrompe,
e diz que chegando a hora,
Você vem até dormindo, e sorri.
Assim, longe da ideia de andar condenando quem quer que seja,
Por fatos dessa natureza,
E assim faço das palavras dele, minhas palavras,
Não tomem raiva de um rio,
Que muito mais dá vida,
Do que traz a morte.
O sentido déssa carta,
É mais reconfortar,
Dizer-lhes: oi, ainda estou aqui,
Permaneço vivo aí,
com o que deixei como legado,
E aqui como espírito eterno de Nosso Senhor Jesus Cristo,
Que constrói maravilhas,
E acompanhado de meu pai,
De minha mãe aqui presente agora,
Despéço-me de você meu irmão,
E do povo brasileiro.
Voces precisam escutar,
E hoje nós podemos falar para vocês em grandes números,
Como pude falar para várias pessoas em redes nacionais
Como ator, falo hoje, mais uma vez aqui,
Em uma rede internacional,
Onde os desenlaçados querem falar,
Vocês tem que ouvir,
Vocês tem que olhar,
E isso é possível agora,
Ou seja, o sentido dessa carta não é esclarecer dúvidas,
E sim elucidar fatos.
Termino, por hora, com um beijo de profunda afeição,
Para você meu irmão Francisco,
Para você minha querida esposa
E filhos, que estarão sempre dentro de mim,
No melhor lugar do meu coração,
Pois ele pulsa de amor aqui,
Dez vezes mais do que aí na terra.
Ao povo brasileiro, meu amor,
Carinho e meu respeito pela luta diária por dias melhores,
E muito obrigado por tudo.

Assina:
Domingos Montainer

 

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