PARA VOCÊ QUE COMETEU O ABORTO HAVERÁ SALVAÇÃO?

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As graves consequências espirituais do aborto provocado Da redação

Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo tem o objetivo de esclarecer, trazer as soluções que o Divino Mestre nos oferece para que aprendamos a preservar a vida e, ainda, para corrigir eventuais falhas, independentemente de quando tenhamos cometido estes deslizes, seja nesta ou em outras existências*.

Afinal, a primeira situação ocorre sem que a família tenha desejado, significando um processo natural na vida daquele Espírito que está para reencarnar (a criança);

Esse processo de “separação”, que é tão rápido, é muito doloroso para quem tem de enfrentar essa aparente distância (entre os que permanecem no mundo material e os que retornam ao mundo espiritual).

Mas não se trata, espiritualmente, de uma perda: os pais que se dispõem a este gesto tão generoso, de ter um filho por tão pouco tempo sob sua responsabilidade no mundo material, assumiram no mundo espiritual esse compromisso de recebê-lo, em sua guarda, por período tão curto.

Ao tomarem essa decisão (ainda na Pátria da Verdade), conheciam o drama que enfrentariam, mas, acima de tudo, desejavam contribuir com a trajetória daquele ser que lhes fora confiado como filho, demonstrando assim um ato de grande coragem e amor.

Toda relação sexual que resulta em fecundação do óvulo pelo espermatozoide, é um sinal da aceitação do compromisso dos pais com aquele Espírito que deseja nascer na Terra.
Ainda que seus pais não tenham um relacionamento estável ou digam que não desejam ter um filho naquele momento, o fato de conscientemente se disporem a um gesto que possa resultar em gravidez é considerado como a concessão deles, por intermédio de seu livre-arbítrio², para que aquele Espírito possa reencarnar sob sua responsabilidade.
Vale lembrar que muitas das reencarnações são planejadas com séculos e milênios de antecedência, representando oportunidades de contribuir para a melhora de si próprio e do mundo e também como chance de resgate de débitos do passado (faltas que tenhamos nesta existência ou em anteriores, por intermédio da Lei Universal da Reencarnação).
presidente-pregador da Religião Divina, José de Paiva Netto, em seu no artigo A mulher e “o blecaute do aborto”, nos traz estas palavras: “Lamentavelmente, até por falta de informações, há quem proclame como aceitável esse ‘blecaute nos trilhões de células do organismo da gestante’, como bem ilustra a especialista Lilian Piñero Eça, doutora em Biologia Molecular.
Além de não darem relevância aos problemas físicos, psíquicos e espirituais, que podem ser irreversíveis na estrutura orgânica feminina, ficam alheios ao silencioso grito de dor da vida que principia”.
O corpo da mulher, que estava preparado para receber a criança pelos nove meses seguintes, sofre de repente uma interrupção antinatural que representa imenso ato de violência.
No que se refere à sua saúde física, quando esta provoca um aborto, são aumentadas as propensões para o desenvolvimento do câncer de mama, depressão, há ainda grande incidência de tentativa de suicídio…
(Evangelho do Cristo segundo João, 13:34 a 35), o conhecimento espiritual necessário para agir com equilíbrio diante das circunstâncias da vida.
Em especial, para este debate recorremos à Parábola do servo vigilante (Evangelho segundo Lucas, 12: 35-48) em que o Divino Mestre nos esclarece sobre as responsabilidades que unem a família à criança em gestação.
Nos versículos 37, 42 e 43, Ele nos fala de uma profunda felicidade para todo aquele que cumpre com correção, dedicação, verdade, as suas responsabilidades espirituais.
Nesse caso, ao falar da família, a responsabilidade é a de cuidar do filho, de amparar o Espírito que não pode se defender, que depende naquele momento da generosidade, do compromisso, do amor de seus pais para nascer e viver.
mas deve ser composta principalmente de uma análise que anteceda a essa dimensão da existência, pois trata-se de um tema que pertence ao domínio do Espírito.
No versículo 42, Ele nos convida a refletir: “Quem é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor confiará os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo?”.
A figura de um mordomo representa aquele que se dispõe a servir, que é prudente, ou seja, que é sábio, aquele que observa as consequências de suas ações.
Por isso, ao observarmos os versículos 45 e 46 encontramos esta advertência: “Mas, se aquele servo disser consigo mesmo: Meu senhor tarda em vir, e passar a espancar os criados e as criadas, a comer, a beber e a embriagar-se, virá o senhor daquele servo, em dia em que não o espera e em hora que não sabe, e irá castigá-lo, lançando-lhe a sorte com os infiéis”.
Quando utilizamos esse poder de maneira irresponsável, recebemos o efeito causado pelos nossos atos e, com isso, somos convocados a responder por nossa imprudência.
O corpo precisa atender às necessidades da Alma, do Espírito reencarnante, para que desempenhe da melhor maneira possível a tarefa que precisa desenvolver aqui na Terra.
Por isso é importante que aquela Alma já seja conectada ao corpo, unindo-se à sua estrutura material desde o primeiro momento, em que ainda é um conjunto de células (extraordinárias e irrepetíveis, considerando a singularidade de cada pessoa, desde o momento da formação do zigoto).
Daí o vínculo da Alma com o corpo se solidificar ainda no momento da concepção, ocasião em que os Espíritos envolvidos já se tornam mãe, pai e filho, constituem uma família.
Toda a violência do processo é percebida por aquele ser que está nascendo e que se confiou aos seus pais, entregou-se a eles “de olhos fechados”, com toda a certeza de que seria amparada, acolhida e respeitada em seu direito de existir.
Na maior parte das vezes, não compreende o que lhe ocorreu, não entendendo os motivos da violência sofrida e volta-se contra os seus genitores e os persegue.
E o remorso da mãe e do pai, seja ele reconhecido ou não publicamente, somado ao rancor e à mágoa daquele que foi abortado, inúmeras vezes, vai formar um quadro de obsessão e perseguição espiritual, infelicidades tão grandes que apenas séculos e séculos de “recomeços” podem reparar.
Além disso, considerando que o Espírito faz parte da agenda espiritual de seus pais, acontece um grande “vazio” no compromisso dessas pessoas, na vida, no coração desses envolvidos.
tratam-se de resultados diretos de uma atitude de violação das Leis Divinas, ao serem desrespeitados os direitos de alguém à vida e à cidadania.
Essa constatação fica ainda mais evidente no subtítulo “Defesa legal do feto”, constante do livro Jesus, o Profeta Divino (8ª edição), p.
353: “No Artigo 2º do Capítulo 1º (Da personalidade e da capacidade), do Título I (Das pessoas naturais) do Código Civil brasileiro, de 2002, encontramos: ‘A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida;
Aliás, uma das grandes bandeiras da Legião da Boa Vontade (LBV) e da Religião de Deus é lutar pelo direito constitucional do feto, garantindo-lhe a prerrogativa legal de nascer e viver”.
ele sobrevive, é verdade, graças à generosidade dela, da nutrição concedida por seu corpo, do amor da Alma que o acolhe em seu ventre, mas a criança em gestação é uma pessoa distinta de sua mãe, sua identidade precede o útero materno: já existia no mundo espiritual.
Os versículos 47 e 48 nos esclarecem sobre as consequências de um erro, considerando dois diferentes estados de consciência, isto é: quando uma atitude é tomada e a pessoa está ciente do erro que está cometendo e quando não há consciência plena da transgressão de uma Lei Divina.
Entretanto, a pessoa que agiu dessa maneira sem conhecer a extensão do sofrimento que causava a si e a seu filho, cobrará a si mesma de maneira muito diferente da pessoa que tinha conhecimento sobre os efeitos de seu ato e o cometeu mesmo assim.
Rogar a Deus por essa oportunidade, falar honestamente do nosso sentimento cria condições para a transformação dessa circunstância de dor em chance de recomeço.
ampará-las com o cuidado merecido por esse filho, ou filha, que está no mundo espiritual, que recebe a força deste ato de amor onde quer que se encontre.
Que saibamos, portanto, acolher esse convite à redenção, chance de ajudar aqueles que estão à nossa volta e precisam desta chance também.
Que em nossas preces possamos pedir a Ele as forças e sabedoria de que necessitamos para escolher sempre pela Vida, permanecendo no Seu Amor, pedindo as bênçãos do mais Alto em favor de todas as mães que trazem seus filhos em seus ventres e também por todas as crianças que reencarnam no mundo, que estão sendo gestadas por suas mães, amparadas por seus pais, avós, irmãos.
Em Apocalipse sem medo, páginas 73 e 74, escreve Paiva Netto: “Não deixemos escapar da memória o que prometemos, na Esfera Espiritual, realizar na Terra em benefício dos semelhantes.
Como um pai vai desejar que o seu filho, por mais que tenha errado numa vida de 50, 60, 70, mesmo 100 anos, passe toda a Eternidade no sofrimento infernal, nas chamas que não consomem?
Portanto, cada um de nós, antes de reencarnar na Terra, assumiu no mundo espiritual — nossa pátria de origem, já que estamos corpo, mas somos espírito (Paiva Netto) — um conjunto de compromissos denominado Agenda Espiritual.
Família nasce no mundo espiritual: Esclarece Paiva Netto: “Tudo nasce do Mundo Invisível, até mesmo nossa existência corporal”, publicado na versão pocket do livro É Urgente Reeducar, p.270, tópico nº 29 de Cidadania do Espírito.

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