Os Animais quando Morrem para onde Vão?

 

 

Escrever sobre um tema tão discutido, controverso e ao mesmo tempo apaixonante é algo muito difícil.

Opiniões pessoais sobre nossos “irmãos” animais costumam provocar simultaneamente críticas e elogios, e, neste campo, posições moderadas costumam descontentar extremistas de ambos os lados.

Questionei-me se estava à altura da empreitada e tinha algo a contribuir para a discussão.

Concluí que nada de novo ou de significativo havia a acrescentar, mas, por outro lado, seria conveniente uma compilação e uma reflexão sobre o material existente, e algumas considerações sobre os animais e suas relações com o homem no contex

Veja:

‑ 1 Abraham Lincoln (12/2/1809 a 15/4/1865), 16º presidente dos Estados Unidos, assassinado quando ocupava o cargo.

Conta-se que evitava caçar e pescar, pois não gostava de matar animais.

12 | Rodrigo Cavalcanti de Azambuja to atual, quando a Terra vive a transição para planeta de regeneração.

Na condição de espírita, de apaixonado pelos animais e pela natureza, médico veterinário e profissional do sistema público de saúde, participei muitas vezes de situações inquietantes nas relações homens-animais.

São assuntos cotidianos do médico veterinário a inspeção tecnológica de carnes, o controle da população de cães e gatos de rua, eutanásia animal, zoonoses e várias outras áreas relacionadas aos animais onde o médico veterinário é chamado a defender a saúde da população humana e, em algumas vezes, estas atividades profissionais provocam profundas reflexões sobre como se posicionar de forma a bem desempenhar o papel de defensor da saúde pública em perfeita sintonia com os ideais cristãos.

É o resultado de minhas meditações que pretendo oferecer ao leitor, não na forma de afirmativas e soluções prontas, muito menos como roteiro do que é o certo ou o errado, mas reflexões sem radicalismos e críticas exageradas aos que pensam diferente de nós.

São pontos de vista que representam o meu entendimento sobre os animais à luz da doutrina espírita, que ofereço ao leitor na condição de estímulo à discussão e reflexão.

Procurei embasar os raciocínios expostos essencial‑ mente nas obras básicas da codificação espírita, citando também autores espíritas clássicos e livros da lavra mediúnica de Chico Xavier. Procurei fugir ao excesso de citações para não tornar o texto cansativo, o que muitas Animais e espiritismo

| 13 vezes foi impossível, pois a literatura sobre o assunto é muito variada.

Para os que desejarem se aprofundar no tema, considero imprescindível a leitura de:

Evolução em dois mundos e No mundo maior (André Luiz), A evolução anímica (Gabriel Dellane), Deus na Natureza (Camile Flammarion),

A questão espiritual dos animais (Irvênia Prada) e outras obras citadas no decorrer deste livro, to‑ das com tamanha

riqueza de conhecimento que foi impossível discuti-las como mereceriam seus autores.

Primeiramente, abordei um breve histórico sobre as relações entre a sociedade humana e os animais,

para em seguida fazer algumas considerações sobre a formação de nosso planeta, o surgimento da vida e nossa

origem em comum com os animais.

Em seguida, uma parte dedicada à questão espiritual e que traz uma reflexão sobre nossa própria evolução

e também dos animais, e, por último, uma discussão sobre os aspectos éticos envolvidos no bem proceder com nossos

irmãos menores, abordando temas do cotidiano, científicos e ecológicos.

Muitos dos assuntos expostos, por terem inúmeras relações e consequências, como, por exemplo,

o consumo de carne com suas implicações ecológicas, espirituais e éticas, foram arbitrariamente inseridos em um ou outro capítulo.

O tema nos traz inúmeras consequências práticas em nosso cotidiano, como nosso relacionamento com o meio ambiente

e com os animais, nossos hábitos de vida e também aspectos emocionais.

Podemos e devemos 14 | Rodrigo Cavalcanti de Azambuja viver de forma mais harmônica e equilibrada, demonstrando que

compreendemos que somos responsáveis pela parte que nos cabe zelar na criação,

em sinal de respeito e adoração a Deus.

São novas escolhas e um novo caminho que podemos e devemos seguir, cada qual no seu ritmo e no seu tempo,

mas sempre adiante, sem des‑ culpas ou preguiça.

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