O que as doenças querem dizer?

Eu vivenciei com uma série de pacientes como eles percorreram conscientemente esse caminho e puderam constatar retrospectivamente que

O que as doenças querem dizer?


“seu excesso de peso”,

“seu infarto do miocárdio”

ou até mesmo “seu câncer”

transformaram-se em uma grande oportunidade.

Estas duas mulheres extraordinárias evidentemente receberam as mensagens transmitidas por seus sintomas e transformaram suas vidas de maneira exemplar.

doenças querem dizer

esoterismo não tem nada a ver com a atribuição de culpa, tratando-se, tal como esta explicitado extensamente no primeiro volume, de que cada pessoa é fundamentalmente culpada por ter se separado da unidade.

Ser culpado não é uma questão de pequenas ou grandes faltas cometidas na vida cotidiana, mas de algo fundamental.
Da mesma forma, poderíamos congratular os afetados por suas doenças devido às possibilidades de desenvolvimento e aprendizado nelas contidas.

Os assim chamados

“primitivos”

estão bastante mais avançados que nós nesse sentido, já que consideram os sintomas da doença como golpes do destino em suas vidas, e os aceitam de bom grado como provas.

Em muitas tribos, o candidato a xamã sofre sua doença de iniciação, único meio que pode introduzi-lo em novos campos de experiência.

Às vezes esse pensamento é seguido de maneira tão conseqüente que um curandeiro somente pode tratar aqueles sintomas que ele mesmo padeceu de corpo e alma.

Essa postura é forçosa caso se entenda o curandeiro como sendo um guia de almas pelos mundos interiores, já que, afinal, um guia de viagens deveria conhecer de antemão o país através do qual guia os outros.

Assim, em alemão se reconhece a

“cura enviada”

(geschickte Heil, do latim salus = Heil)

na palavra destino (Schicksal).

Nesse caso, o médico penetra de livre e espontânea vontade no âmbito de experiências da doença para reconhecer o padrão de seu medicamento, ou meio de cura.

E finalmente esperamos com razão que um psicoterapeuta tenha viajado extensamente pelos países anímicos próprios e coletivos e que saiba aonde está acompanhando seu paciente.

Acusar o fato fundamental e que nos une a todos, o estar doente de uma pessoa, uma difícil época de aprendizado com as correspondentes oportunidades de crescimento, não leva a lugar algum.

Quem transforma seu dedo indicador em arma e,

“interpretando”

seus sintomas, incrimina outras pessoas ou culpa a si mesmo em relação a isso, dá a entender além do mais que compreendeu mal todo o principio.

O mau uso da interpretação como incriminação, segundo o lema

“você está com prisão de ventre porque é um tremendo de um avarento!”,

implica no desconhecimento do caráter de sombra que existe em cada sintoma de uma doença.

O afetado precisa de toda a sua energia e de muito espaço em termos

de ambiente para, de pequeno passo em pequeno passo,

descobrir sua relação com o tema expresso no sintoma da doença.

Quem culpa a si mesmo dessa maneira deixa igualmente de reconhecer

as oportunidades de crescimento da doença.

Ver o plano da alma através do sintoma não muda nada nem devido

à culpa fundamental nem devido aos fatos concretos do problema em questão.

Caso contrário, se assume a responsabilidade pelo próprio destino,

a doença transforma-se em oportunidade e possibilita

responder às indicações do próprio padrão.

Facebook Comments