Inteligência artificial pôs à prova psicografia de Chico Xavier

Francisco Cândido Xavier morreu há 15 anos, deixando para trás mais de 412 livros escritos.
Mas ele sempre rejeitou a autoria de todos: a obra seria inteira psicografada, ditada diretamente de espíritos que falavam ao médium.

Inteligência artificial pôs à prova psicografia de Chico Xavier

Com o aniversário de falecimento do líder espírita, uma empresa brasileira resolveu investigar a obra de Chico usando inteligência artificial.

Stilingue, uma empresa que trabalha com análise de textos via inteligência artificial para “resumir a internet”, encontrando tendências nas redes sociais, resolveu testar como as obras psicografadas seriam analisadas por uma técnica de aprendizado de máquinas chamada Deep Learning.

partir de grandes quantidades de dados, o computador aprende a criar relações entre eles, sem precisar aprender, por exemplo, o que é um verbo, um adjetivo, um substantivo.

MÃE EM ORAÇÃO

UMA MÃE EM ORAÇÃO ARREBENTA AS PORTAS DO CÉU!

 

 

Depois de ler milhões de caracteres do dramaturgo, o computador era capaz de escrever sozinho “imitando” o estilo do inglês, sem nunca ter passado por uma aula de literatura.

Nem sempre as frases fazem total sentido, mas os tempos verbais e a mania de criar palavras novas mudando o final delas ficam reproduzidos, igualzinho.

Para “alimentar” a rede neural artificial, eles selecionaram três livros de cada autor – que precisam ser enormes, porque a técnica deep learning exige, no mínimo, um milhão de caracteres por autor conseguir aprender com sucesso.

André Luiz, por exemplo, tinha o hábito de colocar falas espaçadas entre blocos de texto maiores, ao invés de criar longos blocos de diálogos.

Falecido há 15 anos, Chico Xavier continua sendo um verdadeiro mistério para os céticos, e por isso uma empresa brasileira iniciou uma pesquisa de análise de seus livros utilizando inteligência artificial.
Como seus livros, segundo o médium, foram escritos por autores diferentes, a ideia da investigação foi descobrir se cada autor tem um estilo de escrita própria e se eles apresentam diferenças suficientes entre si.

Stilingue trabalha com análise de textos utilizando algoritmos que, utilizando dados, são capazes de aprender a criar relações entre textos diferentes.

Texto psicografado por Chico Xavier

“Os encarnados presentes viam tão-somente o corpo de Otávia, dominado pelo sacerdote que lhes era invisível, quase a rebentar-se de soluços atrozes, mas nós víamos além.

A nobre senhora desencarnada postou-se ao lado do filho e começou a beijá-lo, em lágrimas de reconhecimento e amor. Pranto copioso identificava-os. Cobrando forças novas, a genitora continuou:

– Perdoe-me, filho querido, se noutra época induzi o seu coração à responsabilidade eclesiástica, modificando o curso de suas tendências. Suas lutas de agora me atingem a alma angustiada.

Seja forte, Marinho, e ajude-me! Desvencilhe-se dos maus companheiros! Não vale rebelar-se. Nunca fugiremos à lei do Eterno! Onde você estiver, a voz divina se fará ouvir no imo da consciência…

Nesse momento, observei que o sacerdote recordou instintivamente os amigos, tocado de profundo receio. Agora que reencontrava a mãezinha carinhosa e devotada a Deus, que sentia a vibração confortadora do ambiente de fraternidade e féé, sentia medo de regressar ao convívio dos colegas endurecidos no mal.”

Texto escrito por inteligência artificial

“A primeira vez mais providencial de serviço de sua consciência, a senhora Laura encontrava-se com a presença de alguns, com a sua consciência espiritual e a medicina de amor, acrescentou:

– O controlador de serviço está disposto a escapar com as mesmas expressões de alegria.

A primeira vez mais forte de algum tempo, a senhora de Alexandre prosseguiu a companheira de serviço e considerando a alegria da conversação despediu-se:

– Neste momento, a maioria dos companheiros encarnados estão através de construções destruidoras e desencarnadas. A consciência tem sempre a construção do coração.”

De acordo com os pesquisadores, os bots foram capazes de imitar cada um dos autores com precisão interessante: 22% para André Luiz, 5% para Emmanuel e 32% para Humberto de Campos. Apesar do resultado, os estudiosos quiseram testar se daria para descobrir se todos os textos foram escritos por uma só pessoa. Para isso, a empresa confundiu a máquina, misturando os textos dos três autores. Dessa forma, a máquina do Emmanuel teve que escrever com base na obra do Humberto e assim por diante. O resultado? Os bots não conseguiram identificar os mesmos padrões e as taxas de erro dispararam. Isso significa que, crenças a parte, os autores realmente são diferentes.

No entanto, ainda não se sabe, e provavelmente não saberemos, se Chico Xavier pode ter criado conscientemente diferentes personas, como os escritores que trabalham com heterônimos. Seja como for, o resultado de suas produções é realmente impressionante, principalmente sendo de responsabilidade de alguém que não teve qualquer formação literária.

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